- A Polícia Federal substituiu o delegado Guilherme Figueiredo Silva, que investigava fraudes no INSS e pediu apuração sobre Lulinha, filho do presidente; a troca seria da coordenação, não de alguém da operação.
- A PF informou que houve apenas mudança de coordenação, saindo da CGFAZ/DICOR/PF para a CINQ/CGRC/DICOR/PF, sem alteração de escopo da investigação.
- O advogado Marco Aurélio de Carvalho, amigo da família Lula, afirmou não ver influência política na troca do comando da investigação sobre o INSS.
- Segundo Carvalho, Lula sempre defendeu instituições; ele citou que, em contraste, Jair Bolsonaro teria trocado o comando da PF para objetivos políticos e eleitorais.
- A investigação apura suposto elo entre Lulinha e “Careca do INSS” e envolve possível uso de empresas de fachada, com indícios de crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O presidente Lula afirma que não houve influência política na troca de comando da investigação sobre fraudes no INSS, realizada pela Polícia Federal. O advogado próximo à família Lula, Marco Aurélio de Carvalho, diz que Lula defende as instituições e não alteraria a PF para fins políticos. Em resposta, Carvalho reitera que o presidente sempre apoiou a autonomia policial.
A PF substituiu o delegado Guilherme Figueiredo Silva, responsável pela apuração das fraudes no INSS e autor do pedido de investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A mudança ocorreu após o policial solicitar retorno ao seu estado de origem, Minas Gerais, segundo a PF.
A Polícia Federal informou que não houve troca de equipe da Operação Sem Desconto, apenas uma mudança de coordenação, deslocando o núcleo da CGFAZ para a CINQ, mantendo a continuidade da apuração.
Elos entre Lulinha e o INSS
A investigação mira possível vínculo entre Lulinha e Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e a existência de uma viagem planejada do filho do presidente à Espanha. A apuração envolve suspeita de triangulação de recursos, uso de empresas de fachada e um suposto esquema bilionário de fraudes previdenciárias.
O delegado substituído liderava o pedido de prisão de Careca do INSS. A defesa de Lulinha critica a condução do caso, alegando falta de embasamento probatório para a abertura de novas linhas de investigação e pedindo arquivamento de parte do inquérito.
Apesar de Lulinha reconhecer ter conhecido o suspeito e viajado com ele para Portugal, ele nega irregularidades e afirma ter conhecido a partir de uma amizade comum para tratar de negócios de cannabis medicinal. Dados de quebras de sigilo financeiro apontam movimentações milionárias vinculadas a Lulinha.
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