- A Polícia Federal identificou movimentações financeiras atípicas entre Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro e a Refit, centro de uma operação realizada hoje, envolvendo o ex-número dois de Ciro Nogueira na Casa Civil.
- As transações ocorreram entre 1º e 31 de março do ano passado, quando a microempresa Sary Consultoria e Participações Ltda, de Castro, recebeu R$ 1,3 milhão, conforme a PF.
- O dinheiro teria sido transferido por diferentes empresas ligadas à Refit: R$ 765.698,04 pela refinaria, R$ 320.263,13 pela Fera Lubrificantes, R$ 62.585,89 pela Flagler e R$ 382.849,04 pela Roar Inovação, que repassaram os valores à Sary, que os encaminhou a Castro.
- A PF aponta que a Sary atua no ramo de consultoria de gestão empresarial e que Castro detém 100% das ações, com renda mensal estimada em R$ 26,5 mil, sugerindo baixa permanência dos recursos na conta, característico de empresa de passagem.
- Jonathas Castro é servidor público desde 2010 e atuou em cargos ligados ao governo federal, incluindo a Casa Civil na gestão de Jair Bolsonaro; a defesa dele não respondeu aos contatos.
A Polícia Federal identificou movimentações financeiras atípicas entre Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro e a empresa Refit, relacionada a uma operação realizada nesta terça-feira. Castro atuou como o segundo na Casa Civil durante o governo de Ciro Nogueira e hoje é servidor federal.
As transações ocorreram entre 1º e 31 de março do ano passado. A microempresa Sary Consultoria e Participações recebeu 1,3 milhão de reais, conforme dados da PF. A defesa de Castro ainda não se manifestou. A reportagem aguarda retorno oficial.
Segundo a PF, o dinheiro chegou por meio de diferentes empresas associadas à Refit. A refinaria teria transferido 765.698,04 reais; Fera Lubrificantes, 320.263,13 reais; Flagler, 62.585,89 reais; e Roar Inovação, 382.849,04 reais, todos para a Sary, que encaminhou os valores a Castro.
A Sary é descrita pela investigação como atuante no ramo de consultoria de gestão empresarial. O órgão aponta que Jonathas Castro detém 100% das ações e possui renda mensal estimada em 26,5 mil reais. O padrão sugeriria fluxo de recursos sem uso operacional compatível com a atividade declarada.
Jonathas Castro é servidor público ativo desde 2010, com passagem por ministérios como Gestão, Economia e Desenvolvimento Regional. No governo Bolsonaro, integrou a equipe de transição, coordenou infraestrutura e desenvolvimento regional e ocupou cargos na Petrobras entre 2019 e 2022.
Ele atuou como secretário executivo da Casa Civil na gestão de Jair Bolsonaro, quando Ciro Nogueira era o titular da pasta. Tentativas de contato com Nogueira para esclarecer o caso não obtiveram resposta até o momento. A PF não comentou oficialmente o andamento da apuração.
Análise da PF e contexto institucional
- A investigação foca em movimentações atípicas entre pessoa física e empresa ligada a uma figura central no governo.
- A PF busca esclarecer a origem e a finalidade dos recursos, bem como a eventual relação com atos de gestão pública.
- O material circula no âmbito de procedimentos em curso e não implica, por ora, conclusão sobre irregularidades.
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