- A NSPCC informou que os contatos do serviço Childline sobre abuso e exploração sexual online aumentaram 36% no último ano, impulsionados por casos de extorsão online.
- No ano até 31 de março, foram registradas 2.444 sessões relacionadas a abuso e exploração sexual na internet, com extorsão mencionada em 1.043 delas.
- Os exemplos mais comuns de extorsão incluem sextorsão financeira, uso de IA para transformar imagens de crianças em conteúdo explícito e coerção para envio de novas imagens por ex-parceiro.
- Parlamentares destacaram que manter o atual regime regulatório das redes sociais é “inaceitável” e a consulta pública sobre segurança online termina em 26 de maio.
- A NSPCC pede fortalecer a Lei de Segurança Online, limitar recursos viciosos de apps, estabelecer faixas etárias mais rígidas e exigir bloqueio de imagens nuas em smartphones; governo afirma já proteger crianças e avalia novas medidas.
A NSPCC aponta aumento acentuado de tentativas de blackmail online envolvendo imagens sexuais de menores no Reino Unido. Dados de 2025 mostram aumento de 36% em contatos com o serviço Childline relacionados a abuso e exploração sexual na internet, com o blackmail em alta.
Segundo a organização, os casos mais comuns envolvem sextorsão financeira, em que menores enviam selfies explícitas e são pressionados a pagar para não terem as imagens divulgadas. Também há uso de IA para transformar fotos de crianças em imagens explícitas.
Relatos de crianças incluem indução a enviar novas imagens por ex-parceiros e assédios por meio de perfis que fingem ser adolescentes. Em 2024/25, 2.444 sessões de abuso online foram registradas pelo Childline, com 1.043 mencionando blackmail.
A NSPCC divulgou os números à frente de uma consulta governamental sobre segurança online, cujas propostas analisam limites de idade e fiscalização de plataformas. Oficiais discutem se haverá restrições adicionais para menores de 16 anos.
Contexto e números
As preocupações ganham força à medida que especialistas recomendam que escolas removam fotos de alunos de sites e redes sociais. Autores argumentam que imagens públicas podem ser usadas para criar conteúdo sexual por meio de IA.
Chris Sherwood, chefe da NSPCC, disse que o governo deve usar a consulta como base para tornar espaços digitais mais seguros para jovens. A consulta termina em 26 de maio.
O debate público envolve limites de idade, curfews para apps e potenciais proibições de uso de determinados recursos. O governo já sinalizou considerar medidas inspiradas na Austrália.
Medidas e posicionamentos
A NSPCC defende reforçar a Lei de Segurança Online, com exigência de proteção a crianças contra conteúdo nocivo. Propõe bloqueio de imagens nuas em smartphones e padrões de classificação mais rigorosos para apps.
MPs da comissão de ciência, inovação e tecnologia cobraram maior transparência. Pedidos incluem dados sobre impactos das plataformas na infância e sobre os algoritmos que definem feeds infantis.
O governo afirmou que a Lei de Segurança Online já protege contra bullying e trabalha com empresas para impedir que menores compartilhem ou tirem imagens nuas. A spokesperson indicou disposição de ampliar ações.
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