- A polícia metropolitana vai manter 100 agentes extras para proteger comunidades judaicas, criando uma equipe de proteção comunitária que une policiamento de bairro e capacidades anti-terrorismo.
- Em abril, o total de crimes de antisemitismo registrado em Londres foi de 140, o maior em dois anos.
- Dentre os incidentes, houve tentativas de incêndio na Finchley Reform Synagogue, em Finchley, no dia 15 de abril, e no antigo prédio da Jewish Futures, em Hendon, no dia 18 de abril; também houve uma tentativa de incêndio em um memorial em Golders Green, no dia 28 de abril.
- Golders Green foi palco de um duplo apunhalamento em 29 de abril, que está sob investigação por terrorismo.
- Ao menos um crime antissemita foi registrado em 21 dos 32 bairros de Londres no mês.
A Polícia Metropolitana de Londres registrou 140 crimes de ódio antissemítico em abril, o maior volume em dois anos. A força anunciou a criação de uma unidade especializada com 100 agentes extras para proteger comunidades judaicas. O objetivo é oferecer um modelo de proteção mais consistente, aliando policiamento local a capacidades de antiterrorismo.
Entre os incidentes, destacam-se tentativas de incêndio na Finchley Reform Synagogue, em 15 de abril, e nas antigas instalações da Jewish Futures, em Hendon, no dia 18. Um terceiro ataque ocorreu contra um memorial em Golders Green, em 28 de abril. Também houve uma dupla apunhalada em Golders Green, em 29 de abril, alvo de investigação por terrorismo.
Dos 140 casos em abril, 51 ocorreram em Barnet, região de grande população judaica que inclui Golders Green, Hendon e Finchley. Em Camden houve 17 crimes, em Hackney 16, em Haringey 10 e em Westminster 7. Em 21 dos 32 boroughs de Londres houve ao menos um episódio.
A nova iniciativa da Met busca substituir picos de proteção de curta duração por um modelo estável, baseado no conhecimento local, visibilidade e cooperação com a comunidade. A mudança acompanha ajustes no método de contagem de crimes, adotado desde março de 2024.
Dados anteriores mostram alta de antisemitismo após o ataque de Hamas e o conflito Israel-Gaza. Entre setembro de 2023 e fevereiro de 2024, os registros subiram de 61 para 174 casos, com picos em outubro e novembro.
Na política, o governo participa de um centramento em segurança judaica. Um comitê realizou encontro em Downing Street com ministros, polícia e representantes de comunidades, negócios, mídia e universidades. O premiê sugeriu ações para reduzir antissemitismo em instituições culturais e acadêmicas.
As entidades representativas da comunidade judaica, Board of Deputies e Jewish Leadership Council, pedem ações mais firmes, incluindo medidas contra organizações associadas ao extremismo, respostas rápidas a incitação e maior atuação policial em ocorrências discriminatórias.
Um pronunciamento conjunto das entidades ressaltou a importância de apoio contínuo da sociedade e pediu fim ao que chamam de “loteria de policiamento” por região. O grupo reforçou o compromisso de enfrentar o extremismo de forma integrada.
Para 10 de maio, está marcado um protesto central em Londres com o tema Standing strong – extinguish antisemitism, conforme agenda de comunidades judaicas. O objetivo é trazer mobilização e atenção pública à questão.
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