- O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, viajou a Nicósia para reduzir a tensão após o ataque com drone à base RAF Akrotiri.
- O drone Shahed teria conseguido bater na base ao voar baixo e lento, aberto a suspeita de ter sido lançado por milícias pró-Irã no Líbano ou no Iraque ocidental.
- A origem do drone não foi comprovadamente apurada; o ataque ocorreu durante retaliação iraniana após ações dos EUA e de Israel.
- Em resposta, a Cypriot government intensificou críticas à falha de alertas, com evacuação de famílias e reforço das defesas do complexo.
- O Reino Unido enviou o destróier HMS Dragon e duas helicópteros Wildcat; França e Grécia oferecem apoio militar; não há bases americanas em uso em Chipre.
O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, chegou a Chipre na noite de quarta-feira para acalmar a crise diplomática após um drone Shahed atingir a base britânica de Akrotiri, na ilha. O ataque ocorreu diante de uma resposta iraniana a ações dos EUA e de Israel. O drone foi lançado por milícia pró-Irã e conseguiu evitar detecção.
As autoridades britânicas dizem que o drone mudou de altitude durante o trajeto, operando de forma lenta e próxima ao solo, o que dificultou a interceptação. A investigação não confirmou com precisão o local de lançamento.
O ataque provocou evacuação de famílias da base e reforços de defesa. O incidente marca o primeiro ataque a uma instalação militar britânica em quatro décadas. O Reino Unido enviou a HMS Dragon e duas helicópteros Wildcat com capacidades anti-drone.
Reações em Chipre e desdobramentos
O ministro da Defesa cipriota recebeu Healey em Nicósia para discutir as falhas de aviso prévio e a resposta de segurança. O presidente de Chipre expressou insatisfação com a falha de interceptação e com a comunicação pública sobre o incidente.
Chipre também destacou a necessidade de cooperação regional para evitar novas ocorrências. Fontes oficiais afirmaram que não há participação de bases britânicas em ações fora de finalidade humanitária e que também não há uso de bases por bombardeiros norte-americanos.
Contexto regional e apoio internacional
França e Grécia enviaram apoio militar, incluindo jatos F-16 e sistemas de defesa anti-mísseis e anti-drones. A situação ocorre em meio a tensões ligadas a retaliações iranianas, com a semana marcada por ataques de diversos lados na região.
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