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Negociações entre Anthropic e Pentágono em torno de IA em pauta

A tensão entre Anthropic e o Departamento de Defesa pode desativar o contrato de 200 milhões e abrir caminho para uso amplo de IA em vigilância e armas autônomas

Image: Cath Virginia / The Verge, Getty Images
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  • Anthropic está em negociações com o Departamento de Defesa dos EUA sobre termos de uso dos seus serviços, com a expressão “any lawful use” sendo central.
  • As novas condições podem permitir ao Exército usar IA para vigilância em massa e armas autônomas, sem intervenção humana na decisão.
  • O confronto envolve ameaça do DoD, via seu CTO Emil Michael, de classificar a Anthropic como “risco de cadeia de suprimentos”, o que poderia cancelar o contrato de 200 milhões de dólares.
  • A questão envolve também clientes que usam Claude em sistemas classificados, o que torna a situação crítica para a sustentabilidade financeira da Anthropic.
  • O pano de fundo é o rascunho de diretrizes do DoD para acelerar o uso de IA na guerra, com foco em velocidade e uso “lawful use”, o que tem impactos sobre contratos de outros gigantes do setor.

Anthropic enfrenta negociações tensas com o Departamento de Defesa dos EUA sobre o uso de seus modelos de IA. O impasse gira em torno de termos que autorizariam uso amplo da tecnologia, incluindo vigilância em massa e sistemas de armas autônomas, sem intervenção humana nas decisões.

A disputa ganhou intensidade com ameaças do DoD de classificar a Anthropic como risco para a cadeia de suprimentos. A postura é atribuída ao CTO do DoD, Emil Michael, ex-executivo da Uber, que lidera a linha dura nas negociações.

Dario Amodei, CEO da Anthropic, deve se reunir com o secretário do DoD, Pete Hegseth, no Pentágono, em mais uma rodada de conversas. A reunião foi descrita por fontes como decisiva para o desfecho do acordo de 200 milhões de dólares.

O conflito envolve a própria definição de uso aceitável da empresa. A Anthropic sustenta políticas que restringem operações autônomas letais e vigilância doméstica em massa, citando leis e princípios de direitos civis. O DoD busca flexibilizar regras para acelerar capacidades militares.

Fontes associadas às negociações indicam que a empresa pode perder o contrato de 200 milhões de dólares caso seja oficialmente classificada como risco de cadeia de suprimentos. O impasse pode impactar parceiros que utilizam Claude, modelo da Anthropic, em sistemas protegidos.

Acordos de outras empresas com o DoD já foram ajustados para acompanhar a linha de Hegseth, mas Claude permanece com classificação de segurança de alto nível que o distingue de rivais. Caso Anthropic seja desindexada, fornecedores como Palantir e AWS podem precisar migrar para outras soluções.

Analistas ressaltam que o tema envolve princípios de governança de IA no governo, com foco em autonomia, vigilância e uso ético. A tensão permanece entre velocidade de implementação e salvaguardas legais e democráticas.

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