Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Policiais da Argentina protestam por salários melhores e saúde mental

Rosário protesta por salários e saúde mental; ao menos vinte agentes são suspensos e devem entregar armas e coletes

Protestos de policiais na Argentina. Foto: Juan Mabromata / AFP
0:00
Carregando...
0:00
  • Policiais de Rosário protestam por salários melhores e atenção à saúde mental, com manifestações que duraram até a noite de terça e bloquearam o trânsito em frente à sede da polícia.
  • Pelo menos 20 agentes foram suspensos e devem entregar armas e coletes à prova de balas, segundo a investigação em curso.
  • Confrontos ocorreram após tentativa de dispersão por parte de colegas, com uso de gás de pimenta; famílias dos policiais acompanharam o protesto e muitos carregavam cartazes como “nossas vidas importam”.
  • A insatisfação aumentou após a morte do suboficial Oscar Valdez, de 32 anos, e origem de acusações por falta de apoio psicológico e folgas, reforçando o clamor por melhores condições.
  • Autoridades da Justiça e Segurança de Santa Fé afirmaram compreender as reivindicações e manter a operatividade, ressaltando a necessidade de diálogo e monitorando a situação em Rosário, cidade portuária de grande população.

Policiais da cidade de Rosário, na província de Santa Fé, protestam por salários mais altos e melhores cuidados de saúde mental. A mobilização ocorreu na noite de segunda-feira até a noite de terça-feira, 10, em frente à sede da polícia da cidade, a 300 km de Buenos Aires. O ato incluiu atos de bloqueio de vias com motos e viaturas, com sirenes ligadas.

Familiares dos manifestantes participaram e houve confrontos quando parte do efetivo foi dispersada. Cartazes com mensagens como nossas vidas importam foram exibidos durante as manifestações. Segundo relatos, a atuação policial incluiu gás de pimenta, gerando apreensão entre os presentes e críticas à repressão.

Um grupo de cerca de 20 policiais se recusou a patrulhar a cidade diante das tensões, segundo relatos de participantes à agência AFP. Um participante, que pediu anonimato, disse que a cobrança envolve atendimento psicológico, longas jornadas sem descanso e salários considerados indignos.

O Ministério de Justiça e Segurança de Santa Fé reconheceu a legitimidade das reivindicações, mas destacou a necessidade de diálogo para manter a operatividade policial. A autoridade informou que a atuação continua para assegurar a segurança na cidade de Rosário, uma das maiores do país.

Coletes à vista e armas deixaram de ser usados por ordem administrativa, com pelo menos 20 agentes suspensos que terão de entregar equipamentos. A suspensão ocorre no contexto de uma sequência de ocorrências envolvendo o corpo policial local.

A pressão aumentou após a morte do suboficial Oscar Valdez, de 32 anos, em meio a uma série de suicídios entre membros das forças de Santa Fé. O caso é tema de investigação pela Justiça local, que apura irregularidades durante o protesto.

Coletes foram deixados no local durante a manifestação, relato de participantes aponta para a devolução de itens de proteção. O Ministério da Justiça e Segurança informou que a operação policial continua, mas sem confirmar normalidade total.

Rosário, com cerca de 1,3 milhão de habitantes, é uma cidade portuária estratégica na região, marcada por desafios ligados ao tráfico de drogas e insegurança. Autoridades locais afirmam manter o controle da segurança, apesar das dificuldades relatadas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais