- Policiais de Rosário protestam por salários melhores e atenção à saúde mental, com manifestações que duraram até a noite de terça e bloquearam o trânsito em frente à sede da polícia.
- Pelo menos 20 agentes foram suspensos e devem entregar armas e coletes à prova de balas, segundo a investigação em curso.
- Confrontos ocorreram após tentativa de dispersão por parte de colegas, com uso de gás de pimenta; famílias dos policiais acompanharam o protesto e muitos carregavam cartazes como “nossas vidas importam”.
- A insatisfação aumentou após a morte do suboficial Oscar Valdez, de 32 anos, e origem de acusações por falta de apoio psicológico e folgas, reforçando o clamor por melhores condições.
- Autoridades da Justiça e Segurança de Santa Fé afirmaram compreender as reivindicações e manter a operatividade, ressaltando a necessidade de diálogo e monitorando a situação em Rosário, cidade portuária de grande população.
Policiais da cidade de Rosário, na província de Santa Fé, protestam por salários mais altos e melhores cuidados de saúde mental. A mobilização ocorreu na noite de segunda-feira até a noite de terça-feira, 10, em frente à sede da polícia da cidade, a 300 km de Buenos Aires. O ato incluiu atos de bloqueio de vias com motos e viaturas, com sirenes ligadas.
Familiares dos manifestantes participaram e houve confrontos quando parte do efetivo foi dispersada. Cartazes com mensagens como nossas vidas importam foram exibidos durante as manifestações. Segundo relatos, a atuação policial incluiu gás de pimenta, gerando apreensão entre os presentes e críticas à repressão.
Um grupo de cerca de 20 policiais se recusou a patrulhar a cidade diante das tensões, segundo relatos de participantes à agência AFP. Um participante, que pediu anonimato, disse que a cobrança envolve atendimento psicológico, longas jornadas sem descanso e salários considerados indignos.
O Ministério de Justiça e Segurança de Santa Fé reconheceu a legitimidade das reivindicações, mas destacou a necessidade de diálogo para manter a operatividade policial. A autoridade informou que a atuação continua para assegurar a segurança na cidade de Rosário, uma das maiores do país.
Coletes à vista e armas deixaram de ser usados por ordem administrativa, com pelo menos 20 agentes suspensos que terão de entregar equipamentos. A suspensão ocorre no contexto de uma sequência de ocorrências envolvendo o corpo policial local.
A pressão aumentou após a morte do suboficial Oscar Valdez, de 32 anos, em meio a uma série de suicídios entre membros das forças de Santa Fé. O caso é tema de investigação pela Justiça local, que apura irregularidades durante o protesto.
Coletes foram deixados no local durante a manifestação, relato de participantes aponta para a devolução de itens de proteção. O Ministério da Justiça e Segurança informou que a operação policial continua, mas sem confirmar normalidade total.
Rosário, com cerca de 1,3 milhão de habitantes, é uma cidade portuária estratégica na região, marcada por desafios ligados ao tráfico de drogas e insegurança. Autoridades locais afirmam manter o controle da segurança, apesar das dificuldades relatadas.
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