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Castro decide mudar nomes das UPPs no Rio de Janeiro

Diário oficial do Rio confirma renomeação das UPPs para Unidades de Polícia de Proximidade, com mudanças no comando e no Batalhão de Áreas Turísticas

O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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  • O governador Cláudio Castro decidiu renomear as Unidades de Polícia Pacificadora para Unidades de Polícia de Proximidade, conforme o Diário Oficial do Estado desta terça-feira.
  • O decreto também altera o nome do Comando de Polícia Pacificadora para Comando de Polícia de Proximidade.
  • O Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas passa a se chamar Batalhão de Polícia de Turismo.
  • No início da implementação, houve queda nos registros de homicídios nas comunidades ocupadas; com a intervenção federal, ocorreram as primeiras desativações das unidades.
  • Relatório de 2025 da Agência Brasileira de Inteligência aponta que a forma de execução do programa no Rio contribuiu para a expansão da facção Comando Vermelho para outros estados.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, decidiu renomear as Unidades de Polícia Pacificadora para Unidades de Polícia de Proximidade. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira, 27.

As UPPs passam a funcionar sob o novo título, e o Comando de Polícia Pacificadora passará a se chamar Comando de Polícia de Proximidade. O decreto também alterou o nome do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas para Batalhão de Polícia de Turismo.

Historicamente, as UPPs initially contribuíram para a queda de homicídios nas comunidades ocupadas, gerando elogios de especialistas. Com o tempo, marcas de desgaste surgiram, inclusive durante o período de intervenção federal, com desativações de unidades.

Desgastes e controvérsias marcaram o programa, entre eles episódios de violência contra moradores. Um caso amplamente citado foi a morte do pedreiro Amarildo de Souza, na Rocinha, cuja suspeita recai sobre agentes da UPP.

Relatório de 2025 da Agência Brasileira de Inteligência aponta que a forma de implementação no Rio contribuiu para a expansão do crime organizado, segundo a avaliação do documento. A análise cita a atuação do Comando Vermelho em outros estados.

Mudanças administrativas

O redesenho institucional envolve o novo nome das unidades e de órgãos adjacentes, mantendo o foco Na proximidade com a comunidade, segundo autoridades. As medidas visam adaptar a estratégia de segurança pública ao cenário atual.

Desdobramentos locais

Analistas dizem que as mudanças não encerram debates sobre eficácia, abusos ou responsabilidades. A administração pública afirma manter monitoramento e ajustes para aprimorar a atuação policial junto à população.

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