- Hania Ahmed, menina australiana de nove anos, morreu após policiais da Punjab atirarem contra suspeitos de assalto e contra a própria família em Chakwal.
- A família estava visitando o tio-avô Ali Ejaz quando criminosos abordaram o grupo, pedindo dinheiro e joias; o incidente ocorreu próximo à casa dele, na província de Punjab.
- Segundo imagens de CCTV, em menos de trinta segundos chegaram agentes da nova unidade de controle de crime (CCD) com metralhadoras e abriram fogo, perseguindo o carro da família.
- A menina foi atingida e faleceu a caminho do hospital; o pai, Adeel Ahmed, e o irmão também foram atingidos, com o pai recebendo dois tiros e não tendo ferimentos graves, segundo a CCD.
- A polícia de Punjab informou que um oficial atirou ao confundir o veículo das vítimas com o dos suspeitos; o agente foi suspenso, preso e o caso será apurado, com apelos por investigação transparente vindos de autoridades australianas.
Hania Ahmed, uma menina australiana de 9 anos, morreu após a polícia de Punjab abrir fogo contra suspeitos de roubo e contra a família, em Chakwal, no Paquistão. O incidente ocorreu perto da residência do tio-avô da criança, durante a noite de quarta-feira.
A família, que estava visitando Chakwal, tentava entregar seus pertences aos criminosos quando a troca de tiros começou. Segundo imagens de CCTV, agentes do crime control department (CCD), uma nova vertente da polícia de Punjab, chegaram ao local com fuzis de uso intenso e dispararam contra os suspeitos e também contra a família, que tentava fugir em um veículo.
Testemunhas afirmam ter ouvido o som de vários disparos próximos ao carro da família. A funcionária de segurança relatou ver os policiais perseguirem o veículo da família após o confronto inicial com os suspeitos. A menina foi atingida por múltiplos tiros e morreu antes de receber atendimento médico.
Investigação e desdobramentos
O pai da menina, Adeel Ahmed, afirmou que a família pediu aos assaltantes que não machucassem ninguém e concordou em entregar os bens. O CCD informou que um oficial disparou por engano, acreditando que os suspeitos fugiam no veículo das vítimas, e ele foi suspenso, preso e encaminhado à prisão judicial para análise decorrente do caso.
O pai, a mãe e o irmão da vítima estavam no Paquistão para visitas familiares após o Hajj. A menina estudava no Australian Islamic College, em Perth, e o irmão, Aafan, está hospitalizado após ter sido atingido duas vezes. A família retornaria à Austrália nesta semana.
Repercussão e posição institucional
O chefe do CCD, Sohail Zafar Chatta, afirmou que a identidade dos disparos não foi confirmada com precisão no momento da ação, sustentando que o caso permanece sob apuração. A polícia de Punjab prometeu uma investigação Iminha e imparcial, com transparência.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, pediu uma apuração transparente e adequada do ocorrido. As autoridades locais destacaram o início de uma investigação formal para apurar responsabilidades, com participação de órgãos independentes para garantir imparcialidade.
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