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Saúde fortalece SUS para enfrentar impactos climáticos e mobilidade na Amazônia

Ministério da Saúde fortalece o SUS para emergências na fronteira amazônica, com 32 ações em 10 municípios fronteiriços

Foto: Divulgação/MS
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  • Em junho, o Ministério da Saúde promoveu ações de preparação em saúde pública nas fronteiras da Amazônia: oficinas de ondas de calor nos estados Amazonas, Rondônia e Acre, e simpósios em Roraima e Amapá.
  • O projeto, desenvolvido em parceria com a Organização Pan‑Americana da Saúde (OPAS), prevê 32 ações estruturantes em 10 municípios fronteiriços para prevenção, preparação e resposta a emergências em saúde pública.
  • As atividades são da Assessoria de Migração da Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde, com foco em ampliar vigilância, assistência e planejamento territorial.
  • A secretária da SVSA, Mariângela Simão, destacou a importância de fortalecer capacidades dos estados e municípios para enfrentar os impactos da migração, mudanças climáticas e da saúde.
  • Gestores, profissionais do SUS e parceiros participaram dos encontros, com relatos de avanços locais e de disseminação de novas práticas para lidar com calor extremo e outros eventos climáticos.

O Ministério da Saúde está ampliando a capacidade do SUS para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e da mobilidade humana na Amazônia. Em junho, foram promovidas Oficinas de Ondas de Calor e Simpósios sobre migração, clima e saúde em estados de fronteira, com foco em preparação de municípios para emergências em saúde pública.

As ações integram o projeto Fortalecimento das Capacidades dos Municípios Fronteiriços da Amazônia, em parceria com a OPAS. O objetivo é executar 32 ações estruturantes em 10 municípios da região, fortalecendo vigilância, planejamento e resposta a emergências em saúde.

A secretária da SVSA, Mariângela Simão, ressaltou que capacitar estados e municípios e apoiar planos de contingência amplia a resposta do SUS aos impactos climáticos e à mobilidade humana, protegendo populações vulneráveis. O relatório aponta melhoria na cooperação entre saúde, clima e migração.

Capacitação e aprendizagem

Gestores, profissionais do SUS e parceiros participaram de encontros para qualificar técnicas, trocar experiências e alinhar estratégias de vigilância em saúde e planejamento territorial. A iniciativa também visa facilitar a prevenção e a organização de respostas rápidas.

Especialistas destacaram a importância dos formatos para facilitar a atuação local. Em Macapá (AP), por exemplo, a participação na Oficina de Ondas de Calor permitiu entender os diferentes níveis de calor e como traduzir isso em medidas práticas para o serviço de saúde.

Impacto e desdobramentos

As ações fortalecem a preparação institucional para eventos climáticos extremos, ampliando a capacidade de antever riscos e reduzir impactos em serviços de saúde. Embora não voltadas exclusivamente ao El Niño, as ferramentas operacionais fortalecem planos locais e a resposta em fronteiras.

A iniciativa valoriza o protagonismo dos municípios, assegurando que as estratégias considerem características locais. O Ministério da Saúde reforça a integração entre agendas de migração, clima e saúde para enfrentar cenários complexos.

*Suellen Siqueira*

*Ministério da Saúde*

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