- A força de trabalho de enfermeiros especializados em deficiência de aprendizagem no NHS caiu de sete mil e oitenta e três em 2009 para quatro mil setecentos e sessenta e oito em 2026.
- Em virtude dessa queda, cerca de 1,5 milhão de pessoas com deficiência intelectual não recebem o acesso igualitário a serviços de saúde e cuidado.
- Apenas quatrocentos e noventa estudantes optaram pela especialidade nos últimos anos, uma redução de quarenta por cento na última década.
- O estudo aponta desvalorização dos enfermeiros especializados e falta de recursos para oferecer cuidados adequados, com impactos na prática clínica e no planejamento de serviços.
- O Department of Health and Social Care foi contactado para comentar sobre o tema.
O Royal College of Nursing afirma que a enfermagem especializada em deficiência intelectual está em crise absoluta. A atualização aponta queda de um terço no número de enfermeiros especializados no NHS desde 2009, gerando impacto direto no cuidado de pessoas vulneráveis no Reino Unido.
De 2009 a 2026, o NHS empregou 7.083 enfermeiros de deficiência intelectual, caindo para 4.768. Com isso, estima-se que 1,5 milhão de pessoas com deficiência intelectual não recebam o acesso equitativo a serviços de saúde e suporte exigidos por lei.
Pouco mais de 40% do observado declínio ocorre pela baixa adesão de estudantes aos cursos de especialização. Em 2026, apenas 490 alunos optaram pela área, sinal de redução de oportunidades de formação ao longo de uma década.
A instituição destaca que a profissão tem sido desvalorizada dentro do sistema de saúde, com recursos inadequados para garantir cuidado amplo aos pacientes. Profissionais relatam desafios em áreas rurais, onde há pouca compreensão das necessidades dos pacientes.
A avaliação aponta que pessoas com deficiência intelectual apresentam resultados de saúde significativamente piores que a população em geral, inclusive com expectativa de vida menor. Grupos de minorias étnicas e de maior vulnerabilidade socioeconômica enfrentam ainda maiores dificuldades.
Situação e desdobramentos
O sindicato cobra reconhecimento explícito da enfermagem em deficiência intelectual como profissão de segurança crítica e um programa nacional para manter a profissão. Ação pretende fortalecer políticas e formação continuada, com foco na continuidade do atendimento.
Mencap, organização de defesa, ressalta que essas enfermeiras costumam ouvir e entender melhor as necessidades dos pacientes, mas enfrentam serviços sobrecarregados. O objetivo é reduzir desigualdades em saúde com investimento na força de trabalho.
O Departamento de Saúde e Cuidados Sociais foi contatado para comentar o tema. Até o momento, não houve resposta pública sobre medidas imediatas ou cronogramas.
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