- Brasil recebe, em Brasília, uma comitiva da Organização Mundial da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde para conhecer experiências nacionais de vigilância, diagnóstico, tratamento e prevenção da leishmaniose, entre 15 e 19 de junho.
- O objetivo é apresentar as estratégias do SUS e discutir caminhos para fortalecer ações de prevenção, vigilância, diagnóstico e assistência aos pacientes.
- Participam gestores, pesquisadores e sociedade civil; a participação social é destacada como essencial para políticas de saúde e enfrentamento de doenças tropicais negligenciadas.
- Entre as ações apresentadas estão a descentralização do teste rápido para leishmaniose visceral na Atenção Primária à Saúde, incorporação de novos medicamentos e fortalecimento da vigilância epidemiológica e laboratorial.
- A visita inclui ainda a troca de experiências em Montes Claros (Minas Gerais) sobre vigilância entomológica, controle vetorial, assistência e prevenção; autoridades ressaltam a importância de ampliar acesso à informação, diagnóstico e cuidado.
Brasil apresenta à OMS experiências nacionais no enfrentamento das leishmanioses
Uma comitiva internacional visitou o Brasil para conhecer estratégias nacionais de vigilância, diagnóstico, tratamento e prevenção desenvolvidas pelo SUS. A primeira visita técnica conjunta da OMS e da OPAS ocorre em Brasília, de 15 a 19 de junho, com foco em leishmanioses.
Especialistas, gestores, pesquisadores e representantes da sociedade civil participam do encontro para entender as ações brasileiras e discutir caminhos para ampliar prevenção, diagnóstico e assistência às pessoas afetadas. A iniciativa faz parte de alinhamento com planos regionais.
Para Mariângela Simão, secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, a visita visa compartilhar experiências e fortalecer a cooperação internacional. Ela destacou a participação social como imprescindível na construção de políticas públicas de saúde.
Participação e perspectivas
Alexandre Lago, presidente da AbrapLEISH, enfatizou a importância do diagnóstico oportuno e do acesso a informações e serviços de saúde. Ele ressaltou que ampliar o acesso reduz impactos da doença e melhora a qualidade de vida.
A representante da OPAS/OMS, Ana Lucianez, ressaltou a articulação entre governo, profissionais, pesquisadores e movimentos sociais como diferencial do Brasil. A participação da sociedade civil é vista como essencial para enfrentar doenças tropicais negligenciadas.
Saurabh Jain, cientista da OMS, lembra que o Brasil reúne experiências relevantes para a região das Américas. A visita é encarada como oportunidade de compartilhar práticas que fortaleçam ações regionais.
Avanços no enfrentamento da doença
O Ministério da Saúde tem ampliado investimentos em vigilância, assistência, prevenção e controle. Entre as ações estão a descentralização de testes, incorporação de novos medicamentos e novas abordagens terapêuticas para a leishmaniose tegumentar.
Além disso, o órgão investe na vigilância epidemiológica e laboratorial, bem como em medidas de prevenção. O uso de coleiras com inseticida em cães de áreas endêmicas está entre as estratégias para reduzir a transmissão da leishmaniose visceral.
A missão também prevê visita a Montes Claros (MG) para conhecer experiências locais em vigilância entomológica, controle vetorial, assistência e prevenção. Representantes da OMS e da OPAS devem colher lições para outras nações.
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