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Brasil ainda registra centenas de mortes maternas por ano

Mortalidade materna no Brasil fica em 56,4 por 100 mil nascidos vivos; 1.347 óbitos em 2024, com maioria evitável, segundo dados do SIM-Datasus

São Paulo (SP) - Pandemia fez aumentar preocupação com mortalidade materna - Debora lumy Watanabe com o filho Gabriel, nascido em 2022.
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  • A taxa de mortalidade materna no Brasil é de 56,4 a cada 100 mil nascidos vivos, com 1.347 óbitos em 2024, conforme dados do SIM-Datasus.
  • A meta é chegar a 30 mortes por 100 mil nascidos vivos até 2030.
  • Nove em cada dez óbitos são evitáveis, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde.
  • O dia 28 de maio é o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, para reforçar ações de saúde da mulher e de direitos da gestante e puérpera.
  • Entre as causas diretas, estão síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações do aborto; as causas obstétricas diretas respondem por cerca de 66% das mortes.

A mortalidade materna no Brasil segue significativa, com 56,4 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos em 2024. No total, foram registrados 1.347 óbitos relacionados à gestação ou aos 42 dias após o parto. A meta é reduzir para 30 mortes por 100 mil nascidos vivos até 2030.

Segundo o SIM-Datasus, quase 90% das mortes são evitáveis, conforme a OPAS. Ainda de acordo com o Observatório da Saúde Pública, a melhoria do pré-natal e da assistência ao parto são apontadas como caminhos relevantes para a queda desses números.

Causas e fatores de risco

As síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações do aborto aparecem entre as principais causas diretas. Em médias, causas obstétricas diretas respondem por cerca de 66% das mortes maternas no país.

A equipe da Maternidade-Escola da UFRJ reforça que um pré-natal de qualidade, feito precocemente, aumenta a chance de parto monitorado e desfecho seguro. A unidade atende principalmente casos de alto risco.

Abordagem multiprofissional

Especialista em enfermagem obstétrica destaca a importância da multidisciplinaridade. Cada profissional atua em seu papel, com foco na mãe e no bebê, para evitar falhas no atendimento.

O enfermeiro Renné Costa, que atua no Hospital Municipal de Viçosa (AL), cita crescimento expressivo de partos após ampliar a autonomia da enfermagem, amparada pela legislação vigente. Ele aponta experiência positiva como modelo a ser replicado.

Acompanhamento pós-parto e saúde mental

A atuação no puerpério é considerada crucial para reduzir complicações. Sinais como sangramento persistente, febre, falta de ar e alterações visuais exigem retorno rápido ao serviço de saúde.

A Febrasgo ressalta ainda a importância da saúde mental no pós-parto. Sintomas como tristeza intensa, ansiedade e dificuldades no vínculo com o bebê devem ser avaliados com rapidez.

Rede Alyne e metas de redução

Em 2024, o governo lançou a Rede Alyne, substituta da Rede Cegonha, com meta de reduzir em 25% a mortalidade materna até 2027, e em 50% entre mulheres pretas. O programa busca cuidado humanizado e integral, considerando desigualdades étnico-raciais e regionais.

Entre as ações está o fortalecimento da atenção à gestante, ao parto e ao puerpério, com foco na prevenção de complicações e na melhoria do desfecho obstétrico.

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