- Bradsaúde pagará R$ 59,2 milhões à Rede D’Or São Luiz pela fatia de 49,99% dos imóveis do Hospital São Conrado D’Or, no Rio de Janeiro, integrando a joint venture Atlântica D’Or.
- A Atlântica D’Or é controlada em 50,01% pela Rede D’Or e 49,99% pela Bradsaúde, com a estrutura societária mantendo-se inalterada.
- A operação prevê pagamento em dinheiro, parte à vista e parte em até seis meses após o fechamento; a gestão médica ficará com a Rede D’Or após a conclusão da obra.
- A Atlântica D’Or já soma dez ativos previstos, com seis hospitais em operação e dois em construção em Ribeirão Preto e Taubaté, além de projetos em Sorocaba.
- A parceria ocorre em meio a movimentos de verticalização no setor de saúde suplementar, com foco em reduzir custos assistenciais por meio de hubs hospitalares próprios ou geridos por operadores especializados.
Bradsaúde e Rede D’Or fecham acordo de R$ 59,2 milhões para hospital no RJ, com venda de 49,99% de imóveis da futura unidade São Conrado D’Or no Rio de Janeiro. A operação integra a joint venture Atlântica D’Or, criada em 2024 para hospitalização e gestão conjunta.
A transação envolve imóveis no bairro São Conrado e foi anunciada por meio de comunicados à CVM pelas duas empresas. A Atlântica D’Or soma ativos de saúde que avançam com o projeto no RJ, já somando unidades em construção em Ribeirão Preto e Taubaté.
A Bradsaúde pagará integralmente em dinheiro, com parte à vista e o restante em até seis meses após o fechamento. A Rede D’Or manterá a gestão médica do hospital, como ocorre nas demais unidades da rede.
Estrutura societária e estratégia
Pelas condições, a distribuição acionária permanece em 50,01% para a Rede D’Or e 49,99% para Atlântica. A Atlântica Hospitais e Participações e a Atlântica Empreendimentos Imobiliários são as controladas envolvidas no negócio.
A Atlântica D’Or já opera seis hospitais e tem mais duas unidades em construção em Ribeirão Preto e Taubaté, com previsão de inauguração em 2026. Em Sorocaba, SP, há projeto anunciado para 2028.
A operação ocorre em um contexto de verticalização do setor de saúde no Brasil, buscando reduzir custos por meio de integração entre imóveis e gestão hospitalar, mantendo a gestão médica com operadores especializados.
Contexto de mercado
A parceria reforça o movimento de fusões e aquisições no setor de saúde suplementar, com empresas buscando reduzir sinistralidade e despesas. A Hapvida e a Amil são exemplos de modelos que priorizam hospitais próprios ou operações integradas.
A transação depende de aprovações regulatórias, incluindo ANS e Cade, além de eventuais condições suspensivas comuns em operações deste tipo. Não há conclusão imediata sobre o fechamento.
A Bradsaúde realizou IPO reverso recente na B3, unindo ativos de saúde do Bradesco, com projeções de receita de about R$ 52 bilhões e lucro líquido próximo de R$ 3,6 bilhões.
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