- Durante o keynote, a Apple deu atenção aos controles parentais, mas as novidades são, em sua maioria, uma redesign da interface e já existentes, com pouco conteúdo novo.
- Críticas dizem que o Screen Time continua pouco confiável, com reclamações de falhas, invasões por crianças e histórico de bypass, incluindo um bug constatado em 2024.
- O iOS 27, previsto para o outono, trará o recurso Ask to Browse para monitorar uso da web; ainda há desafio de redownloads de apps por contas diferentes.
- A atualização também traz limites de comunicação para bloquear conteúdo inapropriado e aprimorar quem o filho pode contatar, além de melhorias na interface.
- Time Allowances passa a oferecer orientação “experts” sobre quanto tempo permitir por app ou categoria, mas há demanda por maior granularidade e pela criação de um app dedicado ao Screen Time para facilitar o uso.
Apple anunciou atualizações nos Time de Acesso (Screen Time) durante a WWDC, com foco em parental controls. Mesmo com grande destaque, poucas novidades foram apresentadas, sendo a maior parte de aprimoramentos em recursos já existentes. A empresa pretende apresentar ajustes no iOS 27 neste outono.
Entre as mudanças, está a redesign da interface para facilitar o uso, além de novas opções de orientação de tempo de uso para cada app ou categoria. A função Ask to Browse passa a exigir aprovação para visitar sites, fortalecendo o monitoramento da atividade online das crianças.
Limites de Comunicação
Novos critérios de Communication Limits passam a bloquear conteúdos violentos e de nudez em mensagens, além de permitir controlar com quem a criança pode se comunicar. A ferramenta já existia, mas continua apresentando dificuldades de configuração entre dispositivos.
Tempo de Uso e orientações
O recurso Time Allowances recebe “orientações” de especialistas sobre quanto tempo permitir por app ou categoria. A atualização busca balancear uso saudável com autonomia infantil, segundo o anúncio da Apple.
Desafios práticos
Usuários relatam falhas e limitações persistentes do Screen Time, como dificuldade de sincronização entre dispositivos e bloqueios que não impedem contornos de restrições. Falhas anteriores também permitiram acesso a conteúdos inadequados, segundo reportagens de veículos especializados.
O que ainda falta
Especialistas reconhecem avanços, mas apontam que é necessário permitir redownload de apps já removidos sem novas confirmações, além de tornar o Screen Time mais intuitivo, possivelmente via aplicativo dedicado. A Apple não indicou planos para transformar a ferramenta em app independente.
A grande questão permanece: as mudanças ajudam a reduzir a exposição infantil aos conteúdos inadequados ou apenas oferecem redundâncias de controles já disponíveis? A empresa não divulgou estimativas de impacto nem cronograma detalhado de implementação.
Entre na conversa da comunidade