- NHS trusts e conselhos de saúde gastaram £241 milhões no ano passado para que firmas privadas interpretassem tomografias e ressonâncias magnéticas, records de leitura externa.
- O valor representa crescimento em relação a £120 milhões em 2021 e £81 milhões em 2018, à medida que a demanda aumenta.
- A Royal College of Radiologists aponta que esse outsourcing está “ballooning” de custos, em meio à shortage de radiologistas no país, com relatos de leituras de menor qualidade que obrigam revisões pela equipe NHS.
- A grande maioria dos chefe de radiologia (86%) teme que a privatização reduza a qualidade, e 90% afirmam que os laudos terceirizados precisam ser checados pelo serviço público.
- O Departamento de Saúde e Cuidados Sociais diz que há pressão, mas que há um plano nacional de força de trabalho em 10 anos para ampliar o quadro, citando 30 milhões de exames diagnósticos realizados no último ano.
O NHS gastou soma recorde de 241 milhões de libras na leitura externa de exames de diagnóstico, como CT e MRI, no último ano. Hospitais recorrem a firmas privadas devido à sobrecarga e à falta de radiologistas, para entregar resultados mais rapidamente.
Segundo o levantamento da Royal College of Radiologists (RCR), o gasto com leitura externa cresceu de 81 milhões em 2018 e dobrou em cinco anos, atingindo o pico de 241 milhões em 2025. A dependência aumenta com a demanda.
Hospitais e conselhos de saúde do Reino Unido informam que a leitura por terceiros ajuda a reduzir atrasos, mas a qualidade de alguns laudos tem ficado abaixo do esperado, levando médicos da NHS a revisarem os pareceres privados.
Riscos para a qualidade e o financiamento público
A RCR aponta que 86% dos chefes de radiologia temem queda na qualidade dos laudos com a terceirização, e 90% afirmam que radiologistas precisam checar os relatórios terceirizados.
Especialistas enfatizam que a terceirização não resolve a escassez de profissionais e que custos continuam subindo, ameaçando a sustentabilidade do sistema caso a estratégia persista a longo prazo.
A DHSC reconhece a pressão sobre serviços de radiologia e afirma que o NHS realizou 30 milhões de diagnósticos no último ano, com melhorias no tempo de diagnóstico para pacientes com câncer.
Perspectivas e respostas oficiais
O governo promete um plano de força de trabalho com até 10 anos para reorganizar o serviço, assegurando cargos e formação adequados na radiologia, conforme dados do DHSC.
Críticas de think tanks sugerem que a tendência pode consolidar a dependência de firmas privadas, reduzindo oportunidades de treinamento dentro do NHS.
Enquanto isso, a NHS England segue avaliando o equilíbrio entre uso de terceirização para reduzir atrasos e o fortalecimento da equipe interna para evitar custos crescentes.
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