- O ministro Alexandre Padilha apresentou, na 79ª Assembleia Mundial da Saúde em Genebra, o Plano de Ação de Saúde de Belém, lançado no Brasil durante a COP trinta e five e endossado por trinta e três países e apoiado por cinquenta organizações.
- O plano foca na adaptação e na resiliência do setor de saúde frente às mudanças climáticas e busca manter ações integradas até a COP trinta e um, na Turquia, sendo o primeiro plano internacional dedicado à saúde, à equidade, à justiça climática e à participação social.
- No Brasil, o Plano de Belém se transforma no AdaptaSUS, com investimentos desde 2016 de US$ dois bilhões para infraestrutura, hospitais em áreas vulneráveis, pesquisa, vigilância, dados climáticos, ferramentas de inteligência e telemedicina, além de cerca de trinta mil médicos em quatro mil e quinhentos municípios.
- O ministro ressaltou a importância da Atenção Primária à Saúde para ampliar acesso e coesão social, destacando avanços de financiamento e de equipes, com potencial de alcançar R$ vinte e sete bilhões, além de investir R$ um vir de em equipamentos estratégicos.
- Na vertente digital, o SUS Digital já atende cem por cento dos municípios, conectando mais de quarenta mil Unidades Básicas de Saúde e integrando a Rede Nacional de Dados em Saúde com mais de quatro bilhões e seiscentos milhões de registros; o Meu SUS Digital é usado por milhões de pessoas, e houve 6,4 milhões de teleconsultas em dois mil e vinte e cinco.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou o Plano de Ação de Saúde de Belém na 79ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, Suíça. O plano, lançado no âmbito da COP30 de 2025, visa adaptar o setor de saúde aos impactos das mudanças climáticas e apoiar a transição para a COP31 na Turquia. É o primeiro plano internacional de adaptação climática voltado exclusivamente à saúde, à equidade e à participação social.
Padilha ressaltou que emergências climáticas aumentam a pressão sobre os sistemas de saúde, especialmente nos países mais vulneráveis. O Plano de Belém já tem adesão de 33 países e apoio de 50 organizações. Ele afirmou que a continuidade dos serviços diante de eventos extremos depende de mobilização de recursos públicos.
No Brasil, o Plano de Belém se traduz no AdaptaSUS, o Plano Nacional de Adaptação para o Sistema de Saúde. O ministro destacou investimento de US$ 2 bilhões desde 2016 para hospitais em áreas vulneráveis, vigilância, dados climáticos e formação de força de trabalho, garantindo serviços durante eventos extremos.
Avanços da Atenção Primária e cooperação internacional
Padilha reforçou o papel da Atenção Primária à Saúde como base do pacto social entre Estado e população. Em evento com representantes da Europa, América Latina e Caribe, ele citou melhorias que fortalecem a coesão social e a confiança nas políticas públicas, quando a APS é acessível e de qualidade.
O ministro destacou ainda avanços no financiamento federal para Estratégia Saúde da Família e Agentes Comunitários, com potencial de chegar a R$ 27 bilhões. O Programa Mais Médicos opera com cerca de 30 mil médicos em 4,5 mil municípios, incluindo comunidades quilombolas e ribeirinhas.
Transformação digital do SUS e cooperação tecnológica
Em painel sobre saúde futura, Padilha apresentou o SUS Digital, com adesão de todos os municípios (5.570) e conectando mais de 40 mil UBS. A Rede Nacional de Dados em Saúde já agrega mais de 4,6 bilhões de registros.
O governo destacou o Meu SUS Digital, ferramenta para acesso ao histórico de saúde e regulação de consultas. A telessaúde e a inteligência artificial ampliam o prontuário eletrônico, presente em 85% das equipes de saúde em 82% dos municípios.
O Ministério informou que, até 2027, o Brasil deverá alcançar conectividade universal das unidades de atenção primária. O ministro participou de reuniões com chefes de delegação das Américas e tratou de cooperação com Indonésia, Países Baixos e África do Sul.
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