- A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de importância internacional após o surto de Ebola no Congo, com 80 mortes e foco de casos na província de Ituri.
- O Africa CDC informou cerca de 246 casos suspeitos; apenas oito foram confirmados por testes, e há preocupação com rastreamento de contatos e controle da transmissão.
- Um caso de Ebola foi identificado em Uganda, de um homem vindo do Congo; a doença pode ser transmitida entre humanos por fluidos corporais.
- A variante Bundibugyo, com taxa de letalidade de 32% na identificação de 2007, é a principal cepa do surto atual, que não possui vacina nem tratamento específico.
- Este é o 17º surto de Ebola no Congo desde a identificação da doença há cinquenta anos; o último ocorreu de setembro a dezembro do ano passado, com 64 casos e 45 mortes.
Na Região Centro-Oeste da África, um surto de Ebola foi confirmado na República Democrática do Congo (RDC). O vírus já infectou centenas de pessoas e levou a dezenas de óbitos, concentrando-se na província de Ituri, no nordeste do país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou a situação a emergência de saúde pública de importância internacional. A confirmação de casos ocorreu entre sexta (15) e sábado (16), com o registro de 80 mortes até o momento, segundo a OMS.
O Africa CDC informou cerca de 246 casos suspeitos, com apenas oito confirmados por testes laboratoriais. O órgão expressou preocupação com o surgimento de novos casos, apontando fatores como intensa movimentação de pessoas, falhas no rastreamento de contatos e desafios na prevenção e controle da infecção. Um único caso também foi identificado em Uganda, onde um homem falecido era originário do Congo.
Tema em evolução, o surto marca o 17º registro da doença na RDC desde a identificação inicial da Ebola, há cerca de 50 anos. Dados anteriores indicam que a última epidemia no país ocorreu entre setembro e dezembro do ano passado, quando 64 casos foram confirmados e 45 pessoas morreram, conforme o CDC dos EUA.
O quadro destaca a gravidade da doença em uma região com histórico de respostas rápidas. O ministro da Saúde da RDC, Roger Kamba, informou que a variante em circulação apresenta alta letalidade e não dispõe de vacina ou tratamento específico. Analistas ressaltam que a dimensão atual do surto ocorre em contextos de assistência internacional questionada por cortes a programas de saúde global, o que pode impactar a vigilância epidemiológica e a resposta em Congo e Uganda.
A situação envolve ainda a avaliação de medidas de contenção, vigilância e apoio internacional, com autoridades de saúde ressaltando a necessidade de fortalecer contato tracing e controle de infecção para reduzir a transmissão. Profissionais de saúde destacam que a capacidade de resposta depende de recursos, cooperação entre países vizinhos e apoio técnico adequado.
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