- Rio de Janeiro recebe, de 18 a 21 de maio de 2026, o I Congresso da Rede Global de Bancos de Leite Humano, promovido pela rBLH-Fiocruz.
- O tema é 15 Anos Promovendo Equidade e Resiliência, em celebração ao Dia Mundial de Doação de Leite Humano e aos avanços e desafios da prática global.
- O Brasil abriga mais de 230 bancos de leite humano; o grande desafio é sensibilizar as lactantes a doar o excedente em vez de descartá-lo.
- A doação aumentou 8%, mas o volume ainda não atende 100% dos bebês prematuros, especialmente fora do eixo Sul e Sudeste, com Norte e Nordeste apresentando menor alcance.
- Entre os avanços, está a resposta à Covid-19, com redes mobilizando a sociedade via edital de slogans que envolvem toda a população, fortalecendo campanhas ao longo dos anos.
O Rio de Janeiro recebe, de 18 a 21 de maio, o I Congresso da Rede Global de Bancos de Leite Humano. O evento é promovido pela Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano da Fiocruz (rBLH-BR/Fiocruz) e ocorre no Hotel Windsor Guanabara, em formato híbrido.
O tema 15 Anos Promovendo Equidade e Resiliência marca a celebração do Dia Mundial de Doação de Leite Humano. A pauta reúne avanços, desafios e perspectivas da mobilização global pela doação de leite para recém-nascidos prematuros e de baixo peso.
A rBLH comenta que o Brasil tem mais de 230 bancos de leite humano em operação. O foco é estimular a doação excessiva de leite pelas lactantes, que hoje muitas vezes é descartado mesmo quando alimenta bebês em necessidade.
Danielle Aparecida da Silva, coordenadora da rBLH e do BLH do IFF/Fiocruz, ressalta a importância de sensibilizar a sociedade para não desperdiçar o excedente de leite, direcionando-o aos bancos de leite humano.
O leite doado passa por processamento e controle de qualidade para atender prematuros e bebês com baixo peso ao nascer. O serviço de bancos de leite funciona como recurso de saúde para a sociedade, fortalecendo a amamentação.
Ainda segundo a coordenadora, o volume de leite doado nem sempre atende a demanda. A doação tende a oscilar ao longo do ano, com queda após maio, período de maior sensibilização pública, especialmente em férias.
O Hospital Fernandes Figueira registra mensalmente entre 100 e 150 doadoras, com produção média de 100 a 150 litros. A proximidade do inverno aumenta internações de bebês, elevando a procura por leite humano.
Para Danielle, o leite é mais que alimento: atua na imunidade, no desenvolvimento e pode acelerar a alta hospitalar. O desafio é ampliar o aporte para atender todas as necessidades.
Avanços e visão internacional
Durante a pandemia de covid-19, a rede se reinventou para manter doações, expandindo engajamento social. A Fiocruz lançou edital para escolha de slogans em inglês, francês e espanhol, com participação mundial.
A seleção popular de slogans começou com a pandemia. O tema vencedor mudou a cada ano, mantendo o ritmo de comunicação da campanha ao longo do tempo.
Conjunto de operações e rede brasileira
No Brasil, a atuação envolve a Fiocruz, ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, a ABC e parcerias com Opas/OMS. O país abriga a única referência mundial de Centro Colaborador Opas/OMS para Bancos de Leite Humano.
A primeira comemoração do Dia Nacional de Doação de Leite Humano foi em 2004, e a data mundial recebe apoio de diversas nações desde 2010, com foco na ampliação da doação e da visibilidade do tema.
Congresso e programação
O congresso reúne especialistas, gestores públicos, organismos internacionais, pesquisadores e representantes da sociedade civil. O objetivo é fortalecer cooperação internacional e produção de conhecimento em saúde materno-infantil.
As atividades ocorrem a partir das 8h, com transmissão híbrida via Zoom e pelo canal da rBLH no YouTube. A programação completa está disponível na página da rBLH Fiocruz.
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