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Políticas públicas fortalecem o cuidado da saúde materna indígena

Políticas de saúde materno-infantil para povos indígenas ganham cuidado compartilhado e acesso a métodos contraceptivos, guiadas por mães gestoras

Foto: Acervo Pessoal
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  • A Secretaria de Saúde Indígena ressalta políticas públicas de saúde materno-infantil durante a semana do Dia das Mães, destacando o trabalho de mães gestoras.
  • O cuidado é estruturado nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, acompanhando gestação, parto e desenvolvimento da criança.
  • A atuação envolve cuidado compartilhado com saberes tradicionais, como parteiras, pajés e rezadeiras, fortalecendo vínculos comunitários.
  • Há ampliação do acesso a métodos contraceptivos e ações de prevenção de ISTs, além de enfrentamento à violência doméstica e familiar.
  • Relatos de Putira Sacuena e Regiane Carvalho evidenciam que ser mãe e profissional de saúde transforma a visão sobre o cuidado e os desafios de conciliar território e família.

Na Semana do Dia das Mães, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) reforçou políticas públicas voltadas à saúde materna e infantil. A pauta é conduzida por mães gestoras que atuam na saúde indígena em todo o Brasil. A mensagem destaca a importância do cuidado integral desde a gestação até o desenvolvimento infantil.

Putira Sacuena, secretária-adjunta da Sesai, é mãe de cinco filhos e atua na saúde indígena enquanto equilibra a vida familiar e a carreira. Ela lembra que a maternidade é compartilhada entre as mães que trabalham na pasta e suas famílias, mantendo vínculos por meio da tecnologia e de encontros periódicos.

A atuação da Sesai envolve 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), garantindo atendimento contínuo. Entre eixos, está o acompanhamento pré-natal, parto e pós-parto, com foco na redução de mortes maternas e infantis. A participação de saberes tradicionais também integra equipes de saúde.

Cuidado integral que transforma e protege mães e crianças

As políticas reconhecem corpo, cultura e território, promovendo o cuidado com respeito às práticas indígenas. O modelo valoriza o compartilhamento de saberes com parteiras, pajés e rezadeiras para humanizar o atendimento.

A Sesai tem ampliado o acesso a métodos contraceptivos, assegurando autonomia sobre a saúde sexual e reprodutiva. Entre as opções estão DIU, métodos hormonais, preservativos e implante de longa duração, com ações de prevenção de ISTs como sífilis e HIV.

Regiane Carvalho, nutricionista e mãe de duas filhas, atua no Dsei Yanomami. Ela aponta que o trabalho exige sensibilidade, respeito à cultura e presença humana no cuidado, fortalecendo a relação entre saúde e maternidade.

Para Regiane, a conciliação entre maternidade e trabalho envolve distâncias e ausências em datas festivas, mas o compromisso com a saúde indígena sustenta a trajetória profissional. A experiência reforça a busca por dignidade e acesso à saúde para todas as famílias.

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