- OMS afirma não haver indícios de surto maior de hantavírus até o momento, apesar de a situação poder mudar devido ao longo período de incubação.
- Foram relatados 11 casos da doença a bordo do navio MV Hondius, com 3 óbitos, todos entre passageiros ou tripulantes.
- Nove casos foram confirmados como da cepa Andes; os outros dois são considerados prováveis.
- Não houve mortes desde 2 de maio; todos os casos suspeitos e confirmados foram isolados e monitorados.
- Pacientes repatriados estão sob monitoramento pelos países de destino por 42 dias a partir da última exposição, com vigilância contínua da OMS.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira que não há indícios de que o hantavírus represente um surto maior a bordo de um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico. Os dados atuais indicam 11 casos, com três óbitos, todos entre passageiros ou tripulantes do MV Hondius.
Nove dos casos confirmados pertencem à cepa Andes; dois são considerados prováveis. Não houve morte desde 2 de maio, data em que a OMS recebeu a primeira comunicação sobre o surto. Todos os casos suspeitos e confirmados permanecem isolados e sob supervisão médica rigorosa.
Situação epidemiológica
A OMS destacou que o monitoramento é constante e que a possibilidade de novas ocorrências não pode ser descartada, devido ao longo período de incubação do hantavírus.
Pacientes repatriados foram encaminhados para seus países de origem, que passam a monitorar a saúde de cada um. A OMS acompanha relatos de sintomas compatíveis com o vírus Andes junto aos países envolvidos.
Medidas de monitoramento
A recomendação é que os passageiros recebam monitoramento ativo por 42 dias a partir da última exposição, registrada em 10 de maio, ou seja, até 21 de junho. Caso haja qualquer aparecimento de sintomas, o isolamento e o tratamento devem ocorrer imediatamente. A OMS continuará a cooperação com especialistas de todas as nações afetadas.
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