- O governo lançou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado para combater estruturas financeiras das organizações criminosas e reforçar o controle prisional.
- O investimento é de R$ 1,06 bilhão em 2026, distribuído em quatro eixos: asfixia financeira (R$ 388,9 milhões), sistema prisional (R$ 330,6 milhões), esclarecimento de homicídios (R$ 201 milhões) e enfrentamento ao tráfico de armas (R$ 145,2 milhões).
- O eixo principal é o financeiro, seguindo o modelo da Operação Carbono Oculto, segundo o ministro Wellington César Lima e Silva.
- O governo também criou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para estados e municípios via Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social, para aquisição de equipamentos e sistemas de segurança.
- O lançamento ocorre em meio a debates eleitorais sobre segurança pública, com críticas à demora na aprovação da PEC da Segurança Pública e referências a ações internacionais, incluindo prioridades de cooperação com os Estados Unidos.
O governo federal anunciou o Brasil Contra o Crime Organizado, um novo programa com foco na desarticulação das estruturas financeiras das organizações criminosas e no controle do sistema prisional. Ações contemplam combate à incidência econômica do crime.
O Ministério da Justiça e da Segurança Pública detalhou as frentes do programa, que buscam a asfixia financeira, maior rigor no sistema prisional e cooperação entre esferas para desmantelar redes criminosas. O anúncio ocorreu em meio a debates sobre segurança pública.
O lançamento ocorre em meio a críticas sobre a agenda de segurança do governo e no momento de atenção especial às eleições. A pasta promete ações integradas para avançar na repressão a grupos como PCC e CV.
Estrutura e investimentos
O programa prevê um orçamento de 1,06 bilhão de reais em 2026, distribuído em quatro eixos. A prioridade é a desarticulação financeira, seguida pelo fortalecimento do sistema prisional, investigações de homicídios e combate ao tráfico de armas.
O eixo financeiro recebe 388,9 milhões de reais, o maior bloco. O segundo componente destina 330,6 milhões ao sistema prisional, enquanto 201 milhões vão para esclarecimento de homicídios e 145,2 milhões para ações contra o tráfico de armas.
O ministro Wellington Lima e Silva afirmou que o modelo é inspirado na Operação Carbono Oculto, destacando a experiência como base para o novo eixo financeiro. Ele ressaltou a expectativa de êxito nacional.
Contexto institucional e prazos
Especialistas apontam que as medidas visam reduzir recursos que sustentam organizações criminosas e facilitar investigações estratégicas. A prioridade é mapear fluxos financeiros, operações e redes logísticas.
A atuação envolve cooperação entre governos estaduais e federais, com foco em ações de inteligência, monitoramento financeiro e fiscalização de contratos públicos ligados ao tema. O objetivo é desarticular a estrutura econômica criminosa.
Linha de crédito de 10 bilhões de reais foi anunciada para estados e municípios. O crédito, via FIIS, destinará recursos a aquisições de equipamentos, viaturas, drones, rádios e sistemas de videomonitoramento.
Cenário político e eleições
A área de segurança pública figura entre os temas sensíveis para a gestão de Lula e tem sido sinalização frequente de anúncios governamentais, segundo avaliações internas. Pesquisas apontam espaço para melhorias nesse campo.
Existe pressão interna para acelerar propostas legislativas, como a PEC da Segurança Pública, que buscaria maior integração entre entes para combate ao crime organizado. A discussão sobre o tema segue em pauta.
O tema também ganhou notoriedade em âmbito internacional após o interesse dos EUA em classificar facções criminosas como terroristas. O governo brasileiro tem buscado ações conjuntas para frear o tráfico entre Brasil e EUA.
Durante encontros com representantes estrangeiros, o presidente Lula informou que documentos com propostas de cooperação foram entregues a autoridades norte-americanas, consolidando a pauta de cooperação internacional.
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