- Dourados decretou calamidade em saúde pública por chikungunya, com validade de 90 dias, ante aumento de casos e 8 mortes confirmadas.
- Casos já aparecem nos bairros da cidade, além da Reserva Indígena, com mais de 6.186 casos prováveis e taxa de positividade de 64,9%.
- Campanha de vacinação começa na segunda-feira, 27; primeiras doses chegaram na noite de sexta-feira; público-alvo é de 18 a 60 anos e a meta é vacinar about 43 mil pessoas (cerca de 27% da população-alvo).
- Regras para vacinação incluem restrições para gestantes lactantes, pessoas com imunossupressão ou doenças graves, e quem teve chikungunya nos últimos 30 dias; também há critérios de comorbidades.
- Doses serão distribuídas nas salas de vacinação já na sexta-feira e há drive-thru programado para 1º de maio, das 8h às 12h, no pátio da prefeitura.
O município de Dourados, no Mato Grosso do Sul, decretou calamidade em saúde pública devido à chikungunya. A medida visa ampliar ações de vigilância, atendimento e controle do Aedes. A decisão segue orientações do COE gerido pela prefeitura.
O decreto, já em vigor, altera a resposta a epidemia que atinge tanto a reserva indígena quanto o perímetro urbano. O objetivo é facilitar medidas rápidas diante do aumento de casos e da sobrecarga do sistema de saúde.
A toxicidade do cenário levou a prefeitura a justificar a calamidade com base no elevado número de notificações, taxa de positividade alta e ocupação de leitos acima da capacidade. O decreto tem validade de 90 dias.
Vacinação
A campanha contra chikungunya deve começar na segunda-feira, dia 27. O primeiro caminhão com doses chegou à cidade na sexta, 17. Nos dias 22 e 23, equipes treinam profissionais de enfermagem para orientar a população e filtrar comorbidades.
A vacinação é destinada a maiores de 18 e menores de 60 anos. A meta é vacinar pelo menos 27% da população-alvo, cerca de 43 mil pessoas. Não podem receber a dose gestantes, lactantes ou imunodeprimidos, entre outros fatores.
O cronograma prevê distribuição das vacinas para todas as salas de vacinação na sexta, 24, incluindo unidades da saúde indígena. Também haverá drive-thru no feriado de 1º de maio, das 8h às 12h, no pátio da prefeitura.
Números oficiais
Até 20 de março, Dourados somava 4.972 casos prováveis, com 2.074 confirmados e 1.212 descartados. Outros 2.900 ainda estavam em investigação. Ao todo, já foram confirmadas oito mortes, sete delas na reserva indígena.
No fim de março, o Ministério da Saúde liberou R$ 900 mil para ações de vigilância, assistência e controle na cidade. O recurso, do Fundo Nacional de Saúde, será transferido de forma única.
A chikungunya é transmitida pelo Aedes aegypti. Em 2023 houve significativa dispersão do vírus no país, com casos em várias regiões, incluindo o Sudeste. Os sintomas costumam incluir dor articular intensa e inchaço.
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