- Bangladesh enfrenta o pior surto de sarampo em anos, com mais de 100 crianças mortas e mais de 900 casos confirmados desde março.
- O governo, em parceria com as Nações Unidas, iniciou uma campanha emergencial de vacinação contra sarampo e rubéola para crianças em todo o país.
- A ação foca em crianças de seis meses a cinco anos em distritos de alto risco e será ampliada posteriormente para todo o país.
- A Unicef aponta que o surto resulta de múltiplos fatores; apesar do histórico de alta cobertura, pequenas interrupções criam lacunas de imunização; desde 1979 a cobertura de crianças plenamente imunizadas subiu de 2% para 81,6%.
- A meta global para interromper a transmissão é de 95% da população, e ainda há desigualdades na cobertura em áreas vulneráveis do país.
Bangladesh lançou uma campanha emergencial de vacinação contra sarampo e rubéola, em parceria com as Nações Unidas, após confirmar mais de 900 casos desde março. A ação ocorre diante de mais de 100 mortes infantis relacionadas à doença, em meio ao aumento de bebês não vacinados.
O governo, que afirma enfrentar a pior onda de sarampo em anos, iniciou a campanha para crianças de seis meses a cinco anos, priorizando distritos de alto risco. A meta é ampliar a proteção, com expansão gradual pelo país.
O estímulo à imunização ocorre num momento de queda na cobertura vacinal, segundo a ONU. Organizações internacionais avaliam que cerca de 95% da população precisa ser vacinada para interromper a transmissão. Bangladesh quer reduzir lacunas existentes.
A imprensa aponta falhas de gestão em administrações anteriores, que deixaram brechas no programa de imunização e inadequação de estoques de vacinas. A nova gestão reconhece esses entraves, promovendo o reforço de estoques e a reestruturação logística.
A campanha de neutras medidas, segundo a ONU, envolve mobilização de postos de saúde, campanhas de campo e comunicação para aumentar adesão. Em Dhaka, equipes de saúde intensificam a vigilância de casos e a notificação rápida.
Historicamente, o país já ampliou a cobertura de vacinação desde 1979, elevando de 2% para 81,6% de crianças totalmente imunizadas. Apesar disso, especialistas ressaltam disparidades regionais que persistem no território de 170 milhões de pessoas.
Organizações internacionais destacam que o surto atual tem causas multifatoriais. A UNICEF afirma que a história de alto nível de imunização não elimina riscos; interrupções, mesmo que pequenas, criam lacunas de imunidade ao longo do tempo.
Os casos de sarampo no País aumentaram globalmente nos últimos anos, com centenas de milhões de registros em 2024, segundo dados públicos. Em Bangladesh, autoridades destacam a necessidade de manter a vacinação como medida crucial de proteção infantil.
A campanha emergencial permanecerá em foco até que a cobertura alcance níveis que reduzam a transmissão. Não há informações sobre prazos ou metas finais divulgadas pelas autoridades locais ou pela ONU.
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