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Como o estresse se comunica com o corpo e a mente

Estresse se manifesta como dor, irritação, insônia e hábitos; reconhecer suas várias linguagens corporais pode antecipar o problema antes que ele chegue a você

Nem sempre o estresse dói. Às vezes, ele se revela nos hábitos que repetimos sem perceber
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  • O estresse costuma aparecer como dor, irritação ou insônia, não apenas como queixa direta de estresse.
  • Ele se comunica em várias “línguas”: pelo corpo, pelos pensamentos e pelos hábitos.
  • Sinais podem ser confundidos com outros problemas, como articular, ansiedade, temperamento ou até generosidade mal interpretada.
  • Comportamentos típicos incluem passar horas nas redes sociais, verificar mensagens constantemente, procrastinar e fazer compras sem necessidade.
  • Reconhecer essas linguagens não resolve tudo, mas ajuda a identificar o problema antes que ele avance.

O estresse não aparece apenas como tensão. Em relatos de consultório, ele se manifesta como dor, irritação, insônia e hábitos que sinalizam sofrimento contínuo, mesmo sem a pessoa perceber. Essa diversidade de sintomas dificulta o reconhecimento do problema.

Muitos pacientes relatam dor ou cansaço e não associam esses sinais ao estresse. Segundo o médico consultado, o estresse se comunica em várias linguagens: pelo corpo, pelos pensamentos e pelos comportamentos, quando não há espaço para expressá-lo de outra forma.

Em vez de identificar apenas a ansiedade ou o burnout, é comum observar comportamentos como uso excessivo de redes sociais, procrastinação e consumo impulsivo. A dificuldade reside na falta de uma tradução clara dos sinais para o leitor entender a origem do desconforto.

Linguagens do estresse podem incluir desde mudanças físicas até padrões de comportamento repetidos. O diagnóstico pode ser confuso, pois sinais como aperto da mandíbula ou pensamento acelerado parecem ter causas distintas, quando podem ser consequências do estresse não reconhecido.

Reconhecer essas manifestações não resolve sozinhos os problemas da vida, mas facilita a intervenção precoce antes que se agravem. Na experiência clínica de mais de quatro décadas, os sinais costumam estar presentes antes do adoecimento, mesmo que não sejam percebidos como tal.

  • Dr. Arthur Guerra é professor da USP e da Faculdade de Medicina do ABC, além de cofundador da Caliandra Saúde Mental. –

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