- Vídeo de uma idosa no hospital recebendo a visita de seus gatos evidencia o impacto emocional do vínculo com animais na saúde mental.
- Em prática clínica, cães treinados para suporte emocional ajudam pacientes internados a romper o isolamento e reduzir ansiedade e medo.
- A ciência aponta que contato com animais pode diminuir cortisol, reduzir estresse e aumentar ocitocina, hormônio ligado ao bem‑estar.
- Em 2023, nos Estados Unidos, havia mais de 115 mil animais de suporte emocional registrados, incluindo cães, pavões e cobras.
- Animais de suporte emocional não substituem tratamentos, mas fortalecem a sensação de não estar sozinho e podem melhorar a experiência de saúde mental.
O vínculo entre humanos e animais ganha respaldo científico e aparece como aliado no cuidado emocional e na saúde mental. Um caso recente mostra a reação de uma paciente idosa ao receber a visita de seus gatos, levados pelo filho para o hospital, iluminando o rosto da mulher após semanas de internação.
Na prática clínica, profissionais verificam que o cuidado não se resume a prescrição médica. Em especial, cães treinados para apoio emocional ajudam pacientes internados, inclusive em estados graves ou isolados, reduzindo o sofrimento e fortalecendo a sensação de pertencimento.
Estudos indicam que o contato com animais diminui o cortisol, reduz o estresse e pode aumentar a ocitocina, hormônio ligado ao vínculo. Esses efeitos promovem bem-estar e podem atuar como recurso terapêutico complementar no tratamento de ansiedade e depressão.
Em 2023, nos Estados Unidos, havia mais de 115 mil animais de suporte emocional registrados, predominantemente cães, mas com variedades que vão desde pavões a cobras. A prática é cada vez mais integrada ao cuidado clínico para questões de saúde mental.
Avanços e aplicações
Animais de apoio emocional não substituem tratamentos convencionais, mas reforçam a sensação de não estar sozinho. Profissionais de saúde mental incorporam esse suporte em planos terapêuticos para depressão, fobias e isolamento prolongado.
O uso desse recurso tem mostrado impacto na participação de pacientes e na qualidade de vida durante internações. Pesquisas apontam melhoria de humor, redução de ansiedade e maior disposição para seguir tratamentos.
Dr. Arthur Guerra, pesquisador e médico, atua como professor na USP e na Faculdade de Medicina do ABC, contribuindo para a adoção de práticas que unem ciência e bem-estar com foco em saúde mental.
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