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SUS inicia teleatendimento gratuito para compulsão por apostas

Teleatendimento gratuito do SUS para compulsão por apostas amplia acesso à saúde mental para maiores de 18 anos, com 600 atendimentos mensais iniciais e meta de 100 mil

São Paulo (SP) - O ministro da Saúde, Eliseu Padilha, durante lançamento do Meu SUS Digital para jogos e apostas no Hospital Sírio Libanês. Fotos: Rafael Nascimento/MS
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  • O SUS lançou teleatendimento gratuito de saúde mental para compulsão por bets, direcionado a maiores de dezoito anos, com acesso pelo aplicativo Meu SUS Digital e em parceria com o Hospital Sírio-Libanês via Proadi-SUS.
  • O serviço oferece consultas online, com duração média de quarenta e cinco minutos, em ciclos estruturados de até treze atendimentos, em grupo com rede de apoio ou individualmente; é gratuito e confidencial e conta com equipe multiprofissional.
  • A meta inicial é seiscentos atendimentos por mês, com possibilidade de ampliar para cem mil atendimentos mensais, conforme demanda.
  • O acesso começa com um autoteste no aplicativo, que identifica sinais de risco e encaminha automaticamente para teleatendimento quando o risco é moderado ou alto; risco baixo orienta buscar a Rede de Atenção Psicossocial.
  • Em paralelo, há a Plataforma de Autoexclusão Centralizada para bloqueio de sites de apostas, com mais de trezentas mil pessoas já cadastradas, e uso do CPF para direcionar cuidados de saúde, conforme LGPD.

O Ministério da Saúde anunciou o início do teleatendimento em saúde mental pelo SUS, voltado para quem tem compulsão por apostas online. O serviço é gratuito, confidencial e atende pessoas a partir de 18 anos, além de familiares e rede de apoio. A iniciativa é realizada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, por meio do Proadi-SUS.

A proposta busca ampliar o acesso ao cuidado, com consultas por vídeo de cerca de 45 minutos. O programa prevê ciclos estruturados de cuidado, que podem chegar a 13 consultas por paciente, em grupo ou individualmente, com uma equipe multiprofissional que pode ter apoio de médico psiquiatra quando necessário.

O lançamento envolve uma meta inicial de 600 atendimentos online por mês, com possibilidade de expansão conforme demanda. A ação faz parte de uma linha de cuidado integrada aos serviços de saúde mental e está alinhada com ações de prevenção e tratamento de problemas relacionados a jogos de apostas.

Acesso e funcionamento

Para acessar, o interessado deve se cadastrar pelo Meu SUS Digital. O usuário baixa o aplicativo, faz login com a conta gov.br e seleciona a opção Problemas com jogos de apostas. Um autoteste, baseado em evidências brasileiras, orienta sobre sinais de risco e próximo passo. Em risco moderado ou alto, o encaminhamento é automático para o teleatendimento.

Casos de menor risco sugerem procurar a Rede de Atenção Psicossocial, que inclui CAPS e UBS. O Meu SUS Digital também disponibiliza conteúdos sobre sinais de alerta, prevenção e impactos na saúde mental. A Ouvidoria do SUS também oferece orientações sobre o tema, por meio de diversos canais, respeitando a LGPD.

Capacitação e suporte institucional

O Ministério informou que profissionais de saúde estão sendo capacitados para o atendimento, em parceria com a Fiocruz. Ao todo, foram oferecidas 20 mil vagas, com 13 mil inscrições e 1,5 mil concluintes até o momento. Restam vagas adicionais para atender a demanda prevista.

O teleatendimento integra a Linha de Cuidado para Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, que inclui guias clínicos e orientações para profissionais de saúde. A formação busca, se possível, reduzir a compulsão por apostas por meio de atendimento remoto e integrado à rede local.

Medidas de prevenção complementares

Além do teleatendimento, o governo mantém a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, criada para bloquear sites de apostas. A ferramenta permite indicar o bloqueio por tempo indeterminado ou por prazos de dois ou seis meses, com cadastro via gov.br. Mais de 300 mil pessoas já optaram pela autoexclusão.

Padilha destacou que a autoexclusão facilita o encaminhamento para atendimento de saúde mental, com uso do CPF para identificar a situação do usuário no SUS. O objetivo é reduzir riscos de danos à saúde e encaminhar rapidamente para serviços adequados.

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