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Oito em dez trabalhadores querem escolher benefícios, mas empresas não acompanham

84% dos profissionais querem montar seus próprios pacotes de benefícios, mas apenas 21% têm essa possibilidade, sinalizando impacto na retenção de talentos

Reajustes de planos de saúde pressionam empresas e reforçam papel estratégico do RH na gestão de custos e benefícios benefícios
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  • Oito em cada dez trabalhadores querem montar seus próprios pacotes de benefícios, mas apenas 21% dizem ter essa possibilidade hoje.
  • 76% desejam mudanças nos benefícios atuais, que costumam incluir plano de saúde, vale-refeição, assistência odontológica e seguro de vida.
  • O benefício mais desejado é o bônus (anual, trimestral ou mensal), mas ele fica em quinto lugar entre os oferecidos pelas empresas; reembolso educacional, auxílio de combustível e carro da empresa aparecem com menos frequência.
  • Para 53% dos trabalhadores, os benefícios influenciam a decisão de ficar na empresa; entre os desempregados, esse fator é determinante para metade (aproximadamente).
  • Especialista destaca que permitir personalização aumenta engajamento e retenção; pacotes padronizados dificultam atrair e manter talentos em um mercado competitivo.

Oito a cada dez trabalhadores desejam personalizar seus benefícios, mas a prática das empresas ainda não acompanha esse anseio. A pesquisa da consultoria Robert Half aponta que 84% dos profissionais gostariam de montar pacotes alinhados às necessidades individuais, enquanto apenas 21% dizem ter esse nível de flexibilidade no emprego atual.

O estudo também revela que 76% dos entrevistados querem mudanças nos benefícios recebidos. O pacote tradicional, que inclui plano de saúde, vale-refeição, assistência odontológica e seguro de vida, domina as ofertas, embora não atenda às expectativas atuais dos trabalhadores.

Bônus é o mais desejado, mas fica em quinto

O benefício mais desejado pelos trabalhadores é o bônus, seja anual, trimestral ou mensal. Mesmo assim, ele ocupa apenas a quinta posição entre os itens mais oferecidos pelas empresas. Reembolso para educação, auxílio para combustível e carro da empresa aparecem na lista de desejos, mas são pouco comuns nos pacotes.

Essa defasagem evidencia que muitas empresas mantêm padrões antigos de benefícios sem considerar o que os profissionais valorizam no dia a dia. O pesquisado mostra que as companhias ainda estruturam pacotes com base em modelos tradicionais.

Benefícios influenciam a decisão de ficar

Para 53% dos entrevistados, os benefícios pesam na decisão de permanecer em uma empresa. Outros 37% dizem que o fator não influencia a escolha.

Entre os desempregados, o peso dos benefícios é ainda maior: metade avalia o pacote como determinante ao receber uma proposta. Quando o conjunto de benefícios não agrada, muitos buscam negociar um salário maior como compensação.

Quando há personalização, as mudanças aparecem

Andre Purri, CEO da Alymente, sustenta que a liberdade de escolha vai além de uma preferência individual. O orçamento de benefícios atua como fator de engajamento e retenção, e empresas com flexibilidade alinham incentivos às necessidades dos colaboradores, o que pode aumentar produtividade e satisfação.

O modelo padronizado tende a perder espaço à medida que profissionais exigem mais autonomia. Quem não revisar pacotes pode enfrentar dificuldades para atrair e reter talentos em um mercado cada vez mais competitivo.

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