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Fim do home office não provoca demissões, mas dificulta atração de talentos

Fim do home office não causa demissões, mas complica a contratação; híbrido é o padrão, exigindo governança e critérios consistentes

Fim do home office não provoca onda de demissões, mas dificulta atração de talentos
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  • Estudo Tendências de RH da Korn Ferry aponta que fim do home office não provoca demissões em massa, mas dificulta a atração de talentos.
  • Dados mostram que 52% das empresas não identificam aumento de demissão voluntária após reduzir o remoto; 52% dizem que maior presença dificulta contratações, especialmente em setores competitivos.
  • Trabalho remoto e híbrido seguem ligados a retenção e desempenho, principalmente na área de tecnologia; há ganhos de qualidade de vida e alcance geográfico ao recrutar.
  • Principais políticas efetivas: modelo híbrido com dois a três dias presenciais por semana, cerca de 30% de presença mensal e, em muitos casos, um dia fixo de home office.
  • Distribuição atual: híbrido com presença obrigatória lidera (51%), seguido de 100% presencial (31%) e híbrido com presença opcional (16%); horário flexível está presente em 65% das organizações.

O fim do home office não provoca demissões em massa, mas complica a atração de talentos, aponta estudo da Korn Ferry. A pesquisa Tendências de RH analisou práticas no Brasil e no exterior, revelando que metade das empresas não observou aumento de demissões ao reduzir dias de trabalho remoto. Por outro lado, a outra metade afirma que exigir mais presença física dificulta contratações, especialmente em setores competitivos.

A pesquisa destaca que o modelo híbrido continua associado a ganhos em retenção e desempenho, principalmente na área de tecnologia. Em 2025, 68% dos profissionais relataram melhoria na qualidade de vida com o home office, enquanto as organizações avaliam eficiência, engajamento e alcance geográfico na hora de recrutar.

Híbrido domina e deve seguir como padrão: o estudo mostra que 51% adotam o híbrido com dias presenciais obrigatórios, 31% seguem 100% presencial e 16% híbrido com presença opcional. O horário flexível já vem sendo aplicado por 65% das empresas e tende a permanecer como prática dominante em 2026.

Entre as mudanças recentes, 75% das empresas não alteraram suas políticas de remoto no último ano. Dentre as 25% que mudaram, 71% reduziram dias de home office e 24% adotaram o modela 100% presencial. Apenas 6% ampliaram a quantidade de dias remotos.

A flexibilização é apontada como vantagem para atração e retenção de talentos, com 48% das empresas indicando efeito positivo. A presença física tem função estratégica, sobretudo para integração de novos colaboradores e fortalecimento da cultura organizacional.

Aline Riccio, vice-presidente de Projetos de Aquisição de Talentos da Korn Ferry, ressalta que modelos flexíveis exigem governança clara. Segundo ela, a consistência de regras evita fraturas na cultura e torna as práticas mais eficazes para engajamento e pertencimento.

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