Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Lula diz a Trump para não se envolver nas eleições do Brasil

Lula pede a Trump que não interfira no Brasil e ressalta segurança das urnas eletrônicas, ressaltando soberania e continuidade de negociações

O presidente Lula em cúpula do G7, na França, em 17 de junho de 2026. Foto: Ricardo Stuckert/PR
0:00
Carregando...
0:00
  • Lula reagiu às falas de Donald Trump na cúpula do G7, dizendo que não se deve interferir nas eleições brasileiras.
  • Trump afirmou que o Brasil vive uma situação política complicada e citou a prisão de Bolsonaro Júnior, associando-a a uma possível perseguição.
  • O presidente brasileiro afirmou que o Brasil respeita a soberania dos Estados Unidos e pediu o mesmo tratamento para a política interna brasileira.
  • Lula defendeu as urnas eletrônicas do Brasil, afirmando que o país tem um dos processos de apuração mais rápidos e seguros do mundo.
  • Não houve reunião bilateral formal; o governo brasileiro mantém canais diplomáticos abertos e Lula disse que pode ligar para Trump se as negociações avançarem.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu nesta quarta-feira, 17, a declarações de Donald Trump feitas na cúpula do G7, na França. Lula pediu que o Brasil não seja alvo de interferência externa nas eleições, mantendo o foco no processo eleitoral nacional. O emedidado foi reforçado em entrevista concedida após o encontro de líderes.

A resposta de Lula ocorreu após Trump ter dito que o Brasil atravessa uma situação política difícil e citou a condenação de Eduardo Bolsonaro, envolvido em decisão judicial em São Paulo. O republicano comentou ter passado tempo com Lula durante o evento e classificou o Brasil como país politicamente desafiador, sugerindo episódios de perseguição envolvendo membros da família Bolsonaro.

Lula afirmou que o Brasil respeita a soberania de outras nações e pediu que os Estados Unidos sigam o mesmo princípio ao tratar da política interna brasileira. O presidente brasileiro ressaltou que o país possui um dos sistemas de apuração eleitoral mais rápidos e seguros do mundo.

O petista destacou que, caso haja necessidade, o Brasil pode orientar Trump sobre o funcionamento das urnas eletrônicas. Segundo ele, o sistema brasileiro de votação é civilizado e eficiente, sem entrar no mérito de medidas específicas adotadas por outros países.

Sobre a ausência de uma reunião bilateral formal, Lula disse que não houve pedido para um encontro direto, pois as negociações entre Brasil e EUA já ocorrem por canais diplomáticos e comerciais. Ele afirmou ter apresentado ao governo norte-americano documentos sobre cooperação em áreas como combate ao crime organizado, comércio e minerais críticos.

Mesmo assim, Lula não descartou uma conversa direta no futuro caso as negociações avancem. Em tom conciliador, ele afirmou estar aberto a ligar para Trump para marcar nova conversa, caso haja interesse de ambas as partes.

Continuidade das trocas diplomáticas

O presidente brasileiro destacou que as negociações entre Brasil e EUA seguem por meio de vias oficiais e que não há antagonismo institucional. Os temas em pauta incluem cooperação em segurança, comércio e minerais estratégicos, com expectativa de avanços nos próximos meses.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais