- O senador Flávio Bolsonaro afirmou ter pedido ao presidente dos EUA para não taxar empresas brasileiras, em 2 de junho, para evitar desgaste de sua campanha.
- O pedido ocorre no dia em que o escritório comercial dos EUA sugeriu aplicar tarifa de 25% sobre importações do Brasil.
- Assessores do governo Lula questionam por que a fala não foi divulgada na visita de Flávio a Donald Trump e só veio à tona após a reunião.
- A equipe de Lula lembra que Flávio divulgou apenas o pedido para classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, medida que o Departamento de Estado confirmou.
- No Planalto, há expectativa de responsabilizar o financiador da campanha caso as recomendações de tarifas sejam implementadas em julho, e há acusações de sabotagem às negociações com os EUA.
Foi revelado que o senador Flávio Bolsonaro pediu ao presidente dos EUA para não taxar empresas brasileiras, segundo declarações feitas nesta terça-feira. A intenção, segundo ele, seria evitar desgaste para a campanha presidencial. O pedido foi registrado durante visitas oficiais recentes.
A notícia ocorre no mesmo dia em que o escritório comercial dos EUA recomendou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre importações do Brasil. A medida agressiva pode impactar setores industriais e comerciais brasileiros.
Assessores do governo do presidente Lula questionam por que Flávio Bolsonaro não informou, na ocasião da visita ao então presidente Donald Trump, que também havia feito o pedido para proteger as empresas brasileiras. A suspeita é de que houve falta de transparência.
Entorno político
No Planalto, a выução é de responsabilizar o candidato bolsonarista caso tais recomendações se transformem em ações oficiais a partir de 15 de julho. A equipe de Lula avalia que o episódio pode influenciar negociações com Washington.
Segundo apuração, assessores de Lula consideram que a fala sobre as tarifas não condiz com o que foi divulgado anteriormente, quando o senador informou apenas sobre a classificação de organizações como PCC e Comando Vermelho pelo governo americano.
Desdobramentos
Analistas apontam que o tema pode acirrar a disputa eleitoral, com efeitos sobre alianças e agendas de campanha. Não houve confirmação de que Trump tenha atendido ao pleito, conforme avaliação dos assessores de Lula. O caso permanece sob acompanhamento institucional.
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