- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem intensificado ataques à ordem global, com ações como tarifas unilaterais e retirada de organismos multilaterais.
- O conceito de “world minus one” descreve um mundo em que os EUA não lideram, podendo favorecer hostilidade à ordem existente e exigir reformas.
- Mesmo sem hegemonia, instituições multilaterais podem sobreviver se atenderem aos interesses centrais de seus membros; a cooperação depende de reformas e adaptação.
- Exemplos recentes mostram que a cooperação pode durar mesmo sem a participação norte‑americana: UNCLOS, o Acordo de Paris e a Corte Penal Internacional.
- A expectativa é que o sistema internacional continue funcionando com os EUA ausentes ou opositores, e que o país possa reentrar em termos mais igualitários no futuro.
O texto discute a relação entre a hegemonia dos EUA e a ordem global, destacando um provável afastamento de Washington das estruturas multilaterais. A partir dessa leitura, surge a ideia de uma世界 sem a liderança americana, sob a expressão world minus one, em que instituições seriam capazes de sobreviver com reformas.
A análise preserva a visão de que o poder econômico e militar dos EUA persiste por anos, mesmo diante de um isolamento ou hostilidade em relação a acordos globais. O debate enfatiza que a cooperação pode continuar mesmo sem a liderança americana, desde que haja ajustes institucionais.
O conceito de world minus one ganhou relevância desde o início de 2025, quando especialistas passaram a usar termos para descrever uma ordem global gerida sem a liderança de Washington. A proposta aponta que instituições existentes podem se manter funcionais mesmo com a ausência norte-americana.
Mudança de tema: história das instituições multilaterais
Historicamente, países defenderam normas como a igualdade racial e descolonização, ainda que os EUA resistissem, às vezes. Conferências internacionais mostraram que normas globais podem se consolidar independentemente do apoio americano, reforçando a resiliência de instituições multilaterais.
Exemplos de instituições
UNCLOS, a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, funciona como marco jurídico global mesmo sem a assinatura formal dos EUA. Ela sustenta zonas marítimas e facilita a resolução de disputas, servindo aos interesses de várias nações e, em paralelo, aos dos EUA em momentos de disputa no Mar do Sul.
O Acordo de Paris passou por saída dos EUA, o que afetou financiamentos e compromissos climáticos. Contudo, outros signatários continuam avançando em metas de redução de emissões, com planos de longo prazo para 2050 a 2070, estimulando investimentos em energias limpas.
Contexto institucional e consequências
O Tribunal Penal Internacional permanece como mecanismo de responsabilização, mesmo diante de sanções aplicadas a seus membros pelo governo dos EUA. Países aliados mantêm a independência do ICC, fortalecendo o papel de freio a abusos contra direitos humanos.
Em síntese, a leitura apresentada aponta que a ordem internacional pode resistir a ausências e hostilidades americanas. Instituições podem operar com reformas, preservando cooperação entre várias nações e mantendo o equilíbrio entre interesses distintos.
Entre na conversa da comunidade