- Professora Mary Ellen O’Connell, da Universidade de Notre Dame, diz que o ataque militar dos EUA à Venezuela aumenta a desconfiança global e não consolida a liderança norte‑americana.
- Segundo a especialista, o cenário na Venezuela pode permanecer basicamente o mesmo, mesmo com mudanças no poder.
- Ela afirma que o ataque representa um tapa às leis internacionais e desincentiva o respeito ao Estado de Direito.
- A vice‑presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, deve assumir conforme decisão do Supremo Tribunal de Justiça; o efeito político é incerto.
- A pesquisadora lembra que, historicamente, países que cumprem as leis internacionais tendem a ser vistos como líderes globais; defesa de combater crime sem violar a legalidade.
- Com informações da Reuters.
O ataque militar comandado por o presidente Donald Trump contra a Venezuela gerou reações entre especialistas e acadêmicos, que veem impactos negativos para a ordem internacional. A professora Mary Ellen O’Connell, de Notre Dame, afirma que a ação aumenta a desconfiança global e não fortalece a liderança dos EUA.
Ela sustenta que o ataque, realizado por forças militares, causou mortes, destruição e medo na população venezuelana, sem justificativa legal reconhecida. A professora ressalta que o uso da força por parte de um país contraria princípios do Estado de Direito.
O’Connell envia alerta sobre o impacto no longo prazo, dizendo que o episódio pode dificultar o retorno dos EUA ao respeito às normas internacionais e à cooperação multilateral. Segundo ela, o mundo pode exigir muitos anos para recuperar a credibilidade.
Segundo a especialista, as consequências dependem de desfechos institucionais na Venezuela, incluindo eventual substituição de Nicolás Maduro. Ela menciona que a vice-presidente Delcy Rodríguez pode assumir o poder, conforme decisão do TSJ venezuelano.
Mesmo com a retirada de Maduro, a visão da professora é de que o cenário político venezuelano pode permanecer inalterado, sem avanços significativos para a democracia. O’Connell afirma que não se verifica um triunfo para o Estado de Direito.
Ao analisar o papel dos países no combate ao tráfico de drogas e humano, a autora defende que tais questões só devem ser enfrentadas dentro do marco jurídico. Segundo ela, tribunais independentes precisam atuar para responsabilizar quem viola a lei.
Ela reforça ainda que o respeito às leis internacionais é o caminho mais eficaz para a liderança global. A especialista aponta que a cooperação jurídica e o fortalecimento de instituições são fundamentais para a estabilidade regional.
Com informações da Reuters, o artigo destaca que a reação internacional ao ataque pode influenciar futuras decisões de políticas externas dos Estados Unidos. A avaliação aponta riscos de maior desconfiança global.
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