- Os Estados Unidos propõem sobretaxa na importação de itens produzidos com trabalho forçado, o que elevaria a taxa existente de 25% para 37,5%.
- A defesa brasileira segue o mesmo caminho da resposta aos 25%: diálogo com os Estados Unidos até o fim da investigação.
- Em abril, o Brasil apresentou defesa técnica destacando ações de combate ao trabalho escravo, como a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (criada em dois mil e três) e a Lista Suja.
- Nesta quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa de evento da OCDE em Paris, acompanhado do embaixador dos EUA, Jamieson Greer; pode haver reunião entre as partes, ainda sem confirmação.
- Não há agenda marcada oficialmente entre Vieira e Greer, mas há expectativa de aproximação para tratar a questão antes do fechamento da investigação.
O governo brasileiro antecipa que os Estados Unidos devem propor sobretaxa na importação de itens produzidos com trabalho forçado. A medida se somaria aos 25% já anunciados, elevando a taxa para 37,5%, próximo aos 40% do ano anterior.
Segundo interlocutores do governo, a defesa brasileira seguirá a mesma linha utilizada para os 25%: diálogo com Washington até o encerramento da investigação. A estratégia privilegia a diplomacia para evitar escalada comercial.
Em abril, o Brasil apresentou uma defesa técnica, destacando ações de combate ao trabalho escravo, como a criação da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e da Lista Sukha, que restringe financiamentos a empregadores flagrados.
Agenda diplomática
Nesta quarta-feira (3), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa de evento da OCDE em Paris, com a presença do embaixador dos EUA, Jamieson Greer. Não há confirmação de reunião entre as partes durante a visita.
Fontes próximas ao ministro afirmam que ainda não houve agendamento formal, mas a possibilidade de encontro permanece sob avaliação para tratar da sobretaxa e das medidas de combate ao trabalho escravo.
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