- O ministro Mauro Vieira disse a Marco Rubio que o Brasil é contra classificar PCC e CV como terroristas.
- Vieira afirmou ter falado por telefone com o secretário de Estado dos EUA e manter a posição brasileira.
- O governo americano defendia a mudança na classificação, citando conversa entre Lula e Trump durante viagem à Malásia.
- O chanceler destacou a intenção de ampliar a cooperação Brasil–Estados Unidos no combate ao crime transnacional, incluindo tráfico de drogas e armas.
- Vieira afirmou que grande parte das armas usadas por criminosos no Brasil vem dos Estados Unidos e que é preciso atuar juntos; em maio do ano passado, o governo Lula já havia informado a mesma posição.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira (25) que informou ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que o Brasil é contra classificar o PCC e o CV como terroristas. A confirmação ocorreu em entrevista à GloboNews.
Vieira explicou a distinção entre organizações criminosas e terroristas, destacando que o Brasil não considera as duas categorias iguais. Segundo ele, as organizações criminosas visam ganho financeiro, enquanto os grupos terroristas têm objetivos políticos.
Durante a ligação, o chanceler brasileiro também defendeu maior cooperação com os EUA no combate ao tráfico internacional de drogas e armas, apresentando propostas para um acordo de combate ao crime transnacional. Ele ressaltou que grande parte das armas usadas por criminosos no Brasil tem origem nos Estados Unidos e que reforçar a cooperação é essencial.
Vieira reiterou que o governo brasileiro busca iniciativas concretas com Washington para enfrentar o tráfico de drogas, o consumo de drogas e o contrabando de armas, além de fortalecer ações contra crimes financeiros. A parceria visa ampliar programas em diversas áreas.
O ministro lembrou que, em maio do ano passado, o governo Lula informou ao então chefe interino da Coordenação de Sanções dos EUA, David Gamble, que não pretendia classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, por entender que a medida poderia abrir brechas para intervenção externa no país.
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