- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
- Lula afirmou que os brasileiros “se recusam a ser tratados como crianças” e que a medida afeta a soberania do Brasil.
- O governo brasileiro disse que PCC e CV são facções criminosas, não organizações terroristas ideologicamente motivadas.
- A declaração ocorre poucos dias após o senador Flávio Bolsonaro se encontrar com Donald Trump nos Estados Unidos, aumentando a pressão sobre políticas de segurança pública.
- O governo também acusou a família Bolsonaro de buscar interferência estrangeira nos assuntos brasileiros, em meio a críticas sobre intervenções externas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A fala ocorreu em Sergipe, em evento na sexta-feira, e Lula disse que o Brasil não aceita ser tratado como criança, mantendo a defesa da soberania.
Na quinta-feira (28), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou a designação dos dois grupos brasileiros como organizações terroristas. A medida acompanha ações já adotadas contra outros grupos criminosos na região.
A decisão internacional surge dias após a visita do senador Flávio Bolsonaro a Donald Trump na Casa Branca, que reacende o debate sobre políticas de segurança pública e o tom político durante o atual ciclo eleitoral.
Contexto e posição do governo
O governo brasileiro destacou que PCC e CV são facções criminosas envolvidas principalmente em tráfico de drogas e armas, não grupos ideologicamente motivados pelo terrorismo. Disse não reconhecer o rótulo como adequado.
Além disso, a gestão de Lula acusou a família Bolsonaro de pressionar por interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil, citando episódios anteriores envolvendo tarifas e relações com autoridades americanas.
OItuar, o governo reforçou que mantém ações contra o crime organizado, sem alterar o foco estratégico de combate ao crime e à violência, buscando equilíbrio entre soberania e cooperação internacional.
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