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Trump demonstra fraqueza ao escalar ameaças ao Irã, diz Trevisan

Trevisan classifica as ameaças de Trump ao Irã como sinal de fraqueza, não de força, afirmando que ação militar exigiria planejamento e maior capacidade

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  • O professor Leonardo Trevisan afirma que a ameaça de Trump de destruir o Irã em uma única noite mostra mais fraqueza do que força.
  • Trevisan aponta que o tom mais agressivo indica que Trump não controla o conflito e enfrenta pressões dos países do Oriente Médio.
  • Segundo ele, a ação militar anunciada não seria factível e exigiria muito mais força e planejamento no Golfo Pérsico.
  • Sobre a possibilidade de ataque nuclear, Trevisan disse que seria necessária a participação de várias autoridades de ambos os lados, não apenas de um único decisor.
  • O Irã, ao convocar a população para um cordão humano em torno das usinas, poderia sair fortalecido internamente diante da ameaça externa, diz Trevisan.

O especialista Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, avaliou que a fala de Donald Trump de que destruiria o Irã numa única noite revela mais fraqueza do que força. A análise foi publicada no UOL News, do Canal UOL, como parte do comentário sobre o recente escalonamento de tom do recem-reeleito presidente dos EUA.

Trevisan argumentou que o tom duro de Trump indica que o conhecimento sobre o conflito não está em pleno controle e que Washington enfrenta pressões de países do Oriente Médio. Segundo ele, as negociações com o Irã e interlocutores regionais, como Turquia, Arábia Saudita e Paquistão, não avançam conforme o esperado, o que se traduz em mensagens provocativas de Trump.

O especialista afirmou ainda que uma ofensiva militar no Golfo Pérsico exigiria mais força e planejamento. A análise cita a necessidade de coordenação e infraestrutura bem mais robusta do que a atualmente concentrada nos EUA. A ideia de uma operação noturna é considerada inviável sem esse respaldo.

Sobre a possível escalada envolvendo armas nucleares, Trevisan disse que o tema envolve dissuasão e não depende de uma única decisão. A ideia de que quatro autoridades precisariam aprovar um ataque nuclear é destacada para evitar ações impulsivas de ambos os lados.

Em relação ao Irã, Trevisan comentou a mobilização interna convocada pelo governo, que vem fortalecendo o regime segundo ele. Aspectos como o cordão humano em torno de usinas e o apoio popular são apontados como sinais de resiliência do regime face à pressão externa.

O UOL News vai ao ar de segunda a sexta, entre 10h e 17h, com diferentes apresentadores, e aos fins de semana em horários variados. O canal está disponível via home do UOL, YouTube, Facebook e plataformas de televisão, conforme lista de disponibilidade.

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