- Trump associou o ataque que ordenou contra o Irã à sua alegação de interferência iraniana nas eleições dos EUA, em publicação na Truth Social.
- Ele afirmou que o Irã tentou atrapalhar a reeleição de dois mil e vinte e também de dois mil e vinte e quatro, dizendo que o país “enfrenta nova guerra” com os Estados Unidos.
- A postagem cita uma matéria que sustenta que a inteligência iraniana buscou minar a campanha de Trump por meio de várias ações de influência eleitoral.
- O episódio ocorre após menções anteriores a teorias de interferência estrangeira, incluindo uma referência à Venezuela em janeiro, quando Trump ordenou a ação contra Nicolás Maduro.
- Autoridades dos EUA já atribuíram interferência iraniana em incidentes anteriores, como suposta violação de registros da campanha de Trump em agosto de dois mil e vinte e quatro, embora não haja evidência conclusiva de papel decisivo na derrota de dois mil e vinte.
Donald Trump ligou, via Truth Social, ataques a Irã com alegações de interferência nas eleições de 2020 e 2024, dizendo que o país tentou impedir sua vitória e agora enfrenta nova guerra com os EUA. A publicação acompanha o bombardeio ordenado por ele contra o Irã.
O post cita reportagem do Just the News, que afirma que a inteligência iraniana buscou influenciar as eleições de 2020 e 2024 para prejudicar a campanha de Trump. A peça também sustenta que o Irã atuou contra Trump em 2024, segundo o veículo.
Este é o segundo caso em que Trump faz vinculação entre supostas interferências eleitorais e ações militares de sua gestão. Em janeiro, ele repercutiu alegações sobre suposta interferência venezuelana em 2020, vinculando-as a uma operação contra Nicolás Maduro.
Contexto de inteligência e investigações
Autoridades norte-americanas já apontaram, no governo Biden, que o Irã esteve envolvido em operações de hacking ligadas à eleição de 2020. Em 2024, a comunidade de inteligência afirmou que o Irã coopera com ações para atingir campanhas de ambos os partidos.
Foram indiciados três hackers iranianos por ações que teriam visado informações de campanhas. A veracidade dessas acusações permanece sob avaliação de especialistas e autoridades, com diferentes leituras sobre sua relevância eleitoral.
Apesar de acusações, não há evidência consolidada de que o Irã tenha decidido derrotar Trump em 2020 de forma decisiva. Pesquisadores destacam que as afirmações envolvendo intervenções estariam ainda sob investigação ou fruto de interpretações partidas de fontes amplas.
Além disso, agentes públicos relembram que, no passado, houve incidentes envolvendo e-mails supostamente vinculados ao Irã e a tentativas de afetar a percepção pública. Tais casos alimentam teorias, mas não constituem consenso verificável.
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