- Erdogan recebe o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis em Ancara para tratar de migração e de disputas marítimas entre os dois países.
- O encontro ocorre após 15 migrantes terem morrido de forma trágica no naufrágio perto da ilha de Chios, no Mar Egeu.
- Mitsotakis virá acompanhado de ministros responsáveis por Relações Exteriores, Finanças, Desenvolvimento e Migração.
- Além de migração, a pauta deve incluir Oriente Médio, Irã, Ucrânia, comércio e crime organizado.
- As negociações também envolvem cooperação bilateral, possíveis acordos sobre limites marítimos e a ampliação das águas territoriais da Grécia no Egeu, tema historicamente sensível.
Tayyip Erdogan receberá o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis em Ancara nesta quarta-feira para conversas que devem abordar migração e disputas marítimas históricas. O encontro ocorre em um momento de aquecimento das relações entre Ankara e Atenas, aliados da OTAN que mantêm divergências antigas.
A pauta também deve incluir desdobramentos na região, como posição sobre o Irã, Ucrânia, comércio e crime organizado. Mitsotakis virá acompanhado por ministros de Relações Exteriores, Finanças, Desenvolvimento e Migração, segundo autoridades gregas.
Diálogo sobre migração, fronteiras e cooperação
Ao falar sobre cooperação, a Chancelaria Grega disse que o objetivo é avaliar o progresso bilateral e manter canais de comunicação abertos para evitar crises. Ancara vê a migração como rota para a UE, enquanto Atenas cobra cumprimento de compromissos do acordo migratório de 2016.
As duas partes discutem ainda a delimitação de zonas marítimas no Mar Egeu, tema sensível desde décadas. Em 1995, a Turquia ameaçou conflito caso a Grécia estendesse águas territoriais além de seis milhas náuticas, o que Atenas afirma não violar direito internacional, mas apenas acadêmico para fins de demarcação.
Fontes em Ancara indicam que a Turquia pediu coordenação de atividades de pesquisa no que considera seu shelf continental. Atenas já sinalizou que pode ampliar águas territoriais, incluindo o Egeu, mantendo o foco na delimitação de zonas.
Representantes oficiais mencionaram que o encontro pode sinalizar uma continuidade na evolução das relações, mesmo com divergências em matéria de fronteiras e cooperação migratória. O objetivo é reduzir tensões e manter comunicação estável entre as partes.
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