- México cancela envio de petróleo para Cuba, confirmação feita pela presidenta Claudia Sheinbaum, que classifica a decisão como soberana.
- A decisão ocorre em meio a escassez de combustível em Cuba e a crise de energia no país.
- A imprensa informou que a estatal Pemex recuou sobre a entrega planejada, com a liderança mexicana analisando a continuidade dos envios.
- O governo dos EUA, sob Donald Trump, havia reiterado ameaças de retaliação, elevando a tensão em torno do assunto.
- Sheinbaum defende a solidariedade de México a Cuba e não houve definição sobre se a suspensão é temporária ou permanente.
O governo do México confirmou, de forma implícita, a suspensão de um carregamento de petróleo destinado a Cuba. A presidente Claudía Sheinbaum afirmou que a decisão foi soberana e tomada no momento em que se fez necessária. A medida ocorre em meio a escassez de combustível em Cuba e a Cuba tem sido o maior fornecedor mexicano desde que os EUA interromperam envios da Venezuela.
A estatal Pemex (Petroquímica) havia sinalizado, segundo a imprensa, que poderia adiar ou cancelar a entrega prevista para este mês. A decisão chega após relatos de revisão interna por parte do governo mexicano sobre manter ou não os envios a Cuba, diante de eventuais retaliações americanas.
Trump já havia feito ataques explícitos contra Cuba, ao mencionar, em rede social, a possibilidade de cortar óleo e dinheiro para a ilha. As autoridades mexicanas não esclareceram se o recuo é temporário ou representa uma suspensão mais ampla.
Contexto regional
Sheinbaum pediu manter a solidariedade com Cuba, ressaltando que o embargo provocou problemas de abastecimento. O governo mexicano mantém posição de crítica ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos há anos, sem alterar o alinhamento com políticas de comércio e segurança na região.
Analistas destacam que a decisão pode buscar equilíbrio entre manter relações comerciais e evitar atritos com Washington. A ministra da área econômica não detalhou impactos futuros nem se há planos alternativos de fornecimento.
A avaliação de especialistas aponta que o tom de comunicação da presidente tenta conciliar pressões internas no partido Morena com interesses diplomáticos e econômicos. A mídia acompanha sinais de como o México irá agir em relação a Cuba e ao entorno regional nos próximos meses.
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