- Governo de Sheinbaum manteve a estratégia de cabeça fria diante dos golpes de Trump, buscando equilíbrio entre economia, segurança e combate à corrupção.
- No fim de 2025 houve mudança no Ministério Público, com Ernestina Godoy assumindo a fiscalia geral, sinalizando maior controle político sobre a justiça.
- A atuação contra o crime organizado se intensificou, com mais prisões e apreensões de drogas, e a saída de Alejandro Gertz Manero reconfigurou a segurança.
- A renovação do Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (TMEC) ganhou prioridade, com manutenção da blindagem comercial e tarifas específicas para exportações fora do acordo.
- Mesmo com alta aprovação, o governo enfrentou desgaste por questões de segurança, corrupção e mobilizações de jovens e opositores, mantendo suporte em torno de 74%.
O governo de Claudia Sheinbaum manteve, ao longo de 2025, uma linha de contenção frente a pressões externas, principalmente dos EUA, enquanto enfrentou desafios internos em economia, segurança e corrupção. A presidenta reiterou o slogan cabeça fria para enfrentar volatilidade externa e reformas domésticas.
No final de 2025 ocorreu mudança relevante no Ministério Público: Ernestina Godoy foi nomeada para consolidar o controle político sobre a justiça. A renovação ocorreu em meio a uma escalada de repressão ao crime organizado, com prisões e confisco de drogas intensificados. O ajuste coincidiu com a saída do fiscal geral Alejandro Gertz Manero.
A remodelação da segurança ganhou impulso com a queda de Gertz e a atuação de um secretaryo de Segurança mais próximo da cúpula governamental. O recado foi fortalecer equipes de segurança e deslocar quadros para cargos-chave, mantendo o diálogo com as forças armadas. A política de combate ao crime incluiu maior atuação contra redes criminosas.
No âmbito econômico, a administração manteve o foco na proteção ao TMEC, buscando manter o comércio com os EUA sob condições favoráveis. A estratégia foi apresentada junto com o ritmo de ajustes fiscais e aumentos em áreas sociais como saúde e educação, buscando tranquilizar mercados diante de menor consumo interno e quedas em remessas.
A agenda externa tornou-se componente central da narrativa oficial. O governo manteve cautela frente a ameaças de intervenção militar dos EUA e ampliou a cooperação com governos aliados, enfatizando a necessidade de manter estabilidade regional sem rupturas na governança interna.
A gestão de 2025 foi marcada por denúncias de corrupção que alcançaram altas esferas do governo e do aparato de segurança. A saída de Gertz foi interpretada como sinal de controle político sobre a justiça, com Ernestina Godoy assumindo posição central em investigações e processos. As mudanças apontam para uma centralização de decisões no eixo presidencial.
Apesar dos contornos, a avaliação revelou aprovação estável, com 74% de apoio no final do ano. O índice, porém, apresentou recuo em relação aos níveis iniciais, reflexo do desgaste causado por questões de segurança, casos de corrupção e mobilizações opositoras.
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