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Xi e Putin reafirmam relação estável diante de turbulências globais

Rússia e China reafirmam relação estável diante de crises globais, reforçam cooperação econômica e energética, mesmo com tensões no Oriente Médio e Ucrânia

Vladimir Putin e Xi Jinping participam de cerimônia em Pequim – foto: Kristina Solovyova/POOL/AFP
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  • Xi Jinping e Vladimir Putin reforçaram uma relação bilateral considerada “inabalável”, destacando confiança política e coordenação estratégica.
  • O encontro ocorreu em Pequim, menos de uma semana após a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China.
  • A declaração conjunta pediu retomar o diálogo no Oriente Médio e afirmou que bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã violam o direito internacional.
  • Putin disse que a Rússia continua sendo fornecedora confiável de recursos, com avanços e impasses sobre o gasoduto Força da Sibéria 2.
  • O comércio bilateral já é o dobro do registrado em 2020; Xi foi convidado para visitar a Rússia em 2027 e participar da cúpula da Apec em novembro.

Xi Jinping e Vladimir Putin reafirmaram nesta quarta-feira a relação bilateral entre China e Rússia, em Beijing, diante de turbulências globais. O encontro ocorreu menos de uma semana após a passagem de Donald Trump pela China, e teve como foco fortalecer cooperações estratégicas e comerciais.

Segundo a Xinhua, Xi declarou que a confiança política mútua e a coordenação estratégica entre os dois países se aprofundaram com perseverança inabalável, resistindo a mil provações. Putin também elogiou o relacionamento, dizendo que está em um nível sem precedentes, especialmente no campo econômico.

Os presidentes trataram de crises que afetam as próprias nações, como tensões no Golfo Pérsico, o conflito na Ucrânia e disputas comerciais. Em comunicado conjunto do Kremlin, foi destacada a necessidade de retomar o diálogo no Oriente Médio o mais rápido possível.

Também na pauta, a declaração prevê que Washington e Tel Aviv violam o direito internacional com bombardeios contra o Irã. O tom foi de cooperação em temas regionais e de busca por soluções diplomáticas.

No agenda, a Rússia ratificou seu papel de fornecedora confiável de recursos energéticos diante do atual cenário de crise no Oriente Médio. Putin ressaltou a importância de manter a cooperação com a China e com outros parceiros comerciais.

A conversa também abordou o projeto do gasoduto Força da Sibéria 2, com potencial para ampliar saídas de hidrocarbonetos russos, mas cuja implementação permanece adiada. Segundo o porta-voz Dmitri Peskov, houve avanços, mas sem acordo definitivo.

Cenário econômico e cooperação

Xi recebeu Putin com cerimônia de boas-vindas coordenada, incluindo hinos, guarda de honra e uma recepção com sinalizações de amizade. Os dois já se reuniram quase 40 vezes ao longo de 13 anos de cooperação.

Foi assinado um conjunto de documentos de cooperação estratégica, incluindo propostas de construção de uma ferrovia e de desenvolvimento urbano. Também foi acordada a prorrogação do tratado de boa vizinhança de 25 anos e da isenção recíproca de vistos.

Putin convidou Xi para visitar a Rússia em 2027, e confirmou participação na cúpula da Apec, em novembro, na China. O relacionamento sino-russo ganhou repercussão internacional desde a invasão russa/Ucrânia de 2022.

Dados recentes indicam que o comércio bilateral entre China e Rússia segue em expansão, com a maioria das importações chinesas vindo de petróleo e derivados. A China se estabeleceu como principal comprador de petróleo russo no fim de 2025.

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