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Ucrânia e Rússia se distanciam das negociações com os EUA

Frustração com a mediação dos EUA leva Kiev e Moscou a considerar a Europa como mediadora, com incerteza sobre avanços no Donbas

Russian President Vladimir Putin at a press conference during a peace summit on Ukraine in Anchorage.
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  • Rússia e Ucrânia parecem descontentes com a mediação dos Estados Unidos e passam a considerar que a Europa pode liderar as negociações.
  • O entusiasmo com o encontro entre Trump e Putin em Anchorage, visto como avanço, já era lembrado, mas hoje o “espírito de Anchorage” é rejeitado por Moscou.
  • Mesmo com negociação liderada por Witkoff e Kushner, não houve progresso significativo; a Rússia insiste na plena controle do Donbas, posição que Washington não pressiona Kiev a ceder.
  • A União Europeia discute indicar um enviado europeu às negociações; o ex‑canceler alemão Gerhard Schröder chegou a ser citado, mas a ideia não avançou de imediato.
  • Ucrânia aumenta produção de armas, usa drones com eficácia e atinge instalações russas de petróleo, o que impacta a economia russa; nos EUA, o apoio militar a Kiev diminuiu, mas continuam fornecimentos via NATO.

O concreto: Rússia e Ucrânia mostram cissuição com as negociações lideradas pelos EUA, avaliando alternativas para o fim do conflito. Autoridades russas negam o “espírito de Anchorage” e indicam cansaço com a mediação americana. Kiev, por sua vez, reivindica maior autonomia de negociação.

Ao longo de 2025, Israel de negociações com Steve Witkoff, depois com Witkoff e Jared Kushner, esteve na linha de frente. Moscou manteve contato próximo com Witkoff, reunindo-se várias vezes com o presidente Vladimir Putin e com o ministro Sergey Lavrov; Kirill Dmitriev representou as esferas econômicas.

Apesar do esforço, não houve progresso relevante. Moscou não cede a demanda pela total posse sobre Donbas, enquanto Washington reluta em pressionar Kiev a abrir mão da região. Diplomatas europeus observam frustração de ambos os lados com o processo de mediação.

Descolamento de posições e leituras sobre Donbas

Relatórios indicam que Washington pressiona para que Kiev ceda Donbas, mas EUA acreditam que a vitória parcial russa no território pode viabilizar uma paz negociada no futuro. A avaliação europeia é de que o impasse persiste sem garantias de desfecho imediato.

Em tom de novelo político, Trump descreveu a Rússia como potência dominante na guerra, enquanto mantém apoio técnico a Kiev via NATO e bloqueios a petróleo russo, ainda que sob exceções. A gestão atual tem mantido parte do fluxo de armamentos e inteligência, apesar de reduzir volumes.

Perspectivas da Europa e mudanças estratégicas

Lavrov sinalizou, desde março, a evaporação do espírito de Anchorage; em abril, afirmou que negociações não são prioridade de Moscou. Observadores destacam que a Europa pode buscar um mediador distinto, sem adotar táticas de coerção vistas anteriormente.

Zelensky manteve contatos com a cúpula europeia para discutir participação direta da Europa nas negociações e possível nomeação de um enviado europeu. A ideia é buscar um canal político fora do eixo EUA-Rússia.

Cenário militar e impactos econômicos

Enquanto o front permanece tenso, a Ucrânia intensifica produção doméstica de armas e utiliza drones para reduzir a capacidade de resposta russa. A Rússia tem enfrentado perdas de terreno em algumas frentes, o que complica a estratégia de recrutamento.

Ataques a instalações de petróleo na Rússia continuam a afetar a economia voltada ao petróleo. Projeções indicam crescimento próximo de zero para a economia russa neste ano, com impactos no câmbio e na inflação previstos.

Papel de atores externos

Especialistas destacam que a Europa pode oferecer um canal diferente, porém ainda sem consenso entre seus membros. Pares europeus estudam nomes como antigos governantes para atuar como interlocutores, sem consenso definitivo.

Kiev permanece dependente de apoio ocidental para defesa, mas busca diversificar fontes de financiamento externo, com mudanças no suporte europeu e menor dependência direta dos EUA. O timing de qualquer acordo permanece incerto.

Convergência de leituras sobre o futuro

Especialistas afirmam que, sem unidade europeia robusta, pouco progresso é esperado nas próximas semanas. A combinação de pressões sobre Donbas, apoio militar internacional e mudanças na política europeia molda o cenário da negociação.

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