- Putin chegou a Pequim na terça-feira 19 para encontro com Xi Jinping, buscando reforçar laços após a passagem de Trump pela China.
- Os dois devem discutir como fortalecer a parceria estratégica e trocar opiniões sobre questões internacionais e regionais.
- Os laços entre Putin e Xi se aprofundaram desde a invasão da Ucrânia em 2022, e Putin passa a visitar a China anualmente.
- A China é a principal compradora de petróleo russo e participa de forma diplomática, sem condenar a ofensiva na Ucrânia.
- Analistas afirmam que a relação Xi-Putin é estruturalmente estável e menos dependente de gestos de grande cerimônia, com Xi possivelmente informando sobre a reunião com Trump.
O presidente russo Vladimir Putin chegou a Pequim nesta terça-feira para encontro com o presidente Xi Jinping. O objetivo é reforçar a parceria entre Rússia e China e discutir questões internacionais, após a visita de Donald Trump à China. O Kremlin confirmou o encontro entre líderes.
Putin e Xi pretendem fortalecer a parceria estratégica e trocar opiniões sobre questões regionais. A relação entre os dois países ganhou impulso desde a invasão da Ucrânia em 2022, com visitas anuais de Putin a Pequim. Moscou depende economicamente de Pequim, que compra grande parte do petróleo russo.
A troca de cartas entre os líderes, divulgada para marcar 30 anos da associação estratégica, evidencia o tom cordial da reunião. Xi afirmou que a cooperação entre Rússia e China tem se aprofundado, segundo a imprensa estatal chinesa. Putin, em mensagem de vídeo, diz que o comércio entre os dois países cresce.
Putin destacou que as relações atingiram um nível sem precedentes e que não há aliança contra terceiros. O líder russo afirmou buscar paz e prosperidade universal, sem mencionar países específicos. A visita ocorre dias após a passagem de Trump pela China, que não resultou em acordos claros.
Analistas ressaltam que a visita não terá o mesmo aparato de Trump, mas fortalecimentos entre Xi e Putin não dependem de gestos de apaziguamento. A relação é considerada estruturalmente mais estável do que a de China e Estados Unidos, segundo especialistas.
Sobre o petróleo, a China permanece como destaque na demanda por energia russa, tema relevante para Moscou em meio a sanções. Observadores destacam que Pequim pode definir próximos passos na região, enquanto Trump sinaliza pressões sobre o apoio chinês.
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