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Câmara aprova MP que transforma órgão de proteção de dados em reguladora

Câmara aprova MP para transformar a ANPD em agência reguladora ligada ao Ministério da Justiça; cria cargo de regulador de dados

Câmara MP que transforma ANPD em agência reguladora, vinculada ao Ministério da Justiça. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
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  • Câmara dos Deputados aprovou a MP 1317/25 que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados em Agência Nacional de Proteção de Dados (AGPD), enviando o texto ao Senado e aprovando na forma do parecer do senador Alessandro Vieira.
  • A nova autarquia terá natureza especial e ficará vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, com autonomia funcional, técnica, decisória, administrativa e financeira, além de patrimônio próprio.
  • A MP também cria o cargo de especialista em regulação de proteção de dados, que será preenchido por concurso público; o preenchimento depende de autorização orçamentária.
  • Os servidores em atividade na ANPD podem permanecer na AGPD sem nova autorização de seu órgão de origem.
  • A oposição criticou, dizendo que a medida amplia o aparato estatal e a burocracia; já o governo destacou autonomia para fiscalização de dados e proteção de crianças e adolescentes.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira a Medida Provisória 1317/25, que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em uma agência reguladora, a Agência Nacional de Proteção de Dados (AGPD). O texto seguirá para o Senado. A aprovação ocorreu na forma do parecer do senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

A AGPD será uma autarquia de natureza especial, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, com autonomia em várias esferas: funcional, técnica, decisória, administrativa e financeira, além de patrimônio próprio. A mudança amplia o status da entidade criada para proteger dados pessoais.

A MP também cria o cargo de especialista em regulação de proteção de dados, preenchido por concurso público e exigindo formação específica. O preenchimento dependerá de autorização orçamentária, segundo a Agência Câmara, e servidores da antiga ANPD poderão permanecer na nova agência.

Contexto e próximos passos

Durante a discussão, o líder da oposição criticou a medida, dizendo que reforça o aparato estatal na internet, cria uma elite burocrática e implica salários elevados. Oposição questionou impactos regulatórios e custo público.

A deputada Adriana Ventura afirmou que o projeto aumenta a burocracia e não prioriza avaliação de impacto regulatório. O líder do PT, Pedro Uczai, destacou a autonomia da agência para fiscalizar dados e ressaltou o ECA Digital como proteção a menores.

A vice-líder do governo, Jandira Feghali, afirmou que as big techs já controlam dados no Brasil e contestou a ideia de cerceamento da liberdade de expressão associada à proteção de dados.

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