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Relatório revela novas tendências na posse de criptomoedas no Reino Unido

Relatório da FCA mostra queda na participação de britânicos em cripto, de 12% para 8%, apesar de Bitcoin manter domínio e investidores reforçarem posições

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  • A participação de britânicos que investem em cripto caiu de doze por cento para oito por cento, saindo de cerca de sete milhões de pessoas para quatro milhões e seiscentos mil.
  • Mesmo com a queda, o número de donos de cripto dobrou desde dois mil e vinte e um; investidores continuam comprando mais Bitcoin, aumentando a participação entre investidores atuais para cinquenta e sete por cento.
  • Bitcoin domina o mercado entre as criptomoedas, com a participação relativa crescendo nos últimos anos, enquanto o Ether permanece estável em quarenta e três por cento; Dogecoin aparece em vinte por cento das carteiras.
  • Reconhecimento de altcoins é baixo: Solana e XRP são conhecidos por oito por cento, Chainlink e TRON por sete por cento, e BNB e Cardano por cinco por cento.
  • Conhecimento sobre stablecoins está em alta, atingindo cinquenta e três por cento, impulsionado por regulamentação e uso como meio de pagamento atrelado a moedas fiat.

A FCA (Financial Conduct Authority) divulgou um estudo detalhado sobre a posse de criptomoedas no Reino Unido. O levantamento aponta que, apesar de o Bitcoin ter sido negociado acima de US$ 110 mil quando milhar de britânicos foi entrevistado, houve queda no número de consumidores que investem em ativos digitais. Em 2024, 12% da população adulta tinha criptomoedas, cerca de 7 milhões de pessoas. Agora, a participação caiu para 8%, equivalente a 4,6 milhões de indivíduos.

A pesquisa mostra, porém, nuance importante: a posse duplicou desde 2021. Entre os investidores que permaneceram ativos, muitos têm aumentado suas posições. Quase metade dos que possuem entre £1.001 e £5.000 no portfólio subiu para 21%, e quem tem entre £5.001 e £10.000 passou de 8% para 11%. A adoção retraiu, em parte, pela menor participação de varejo, com crescimento impulsionado por interesse institucional e ETFs de Bitcoin.

Dados-chave da pesquisa

A FCA destaca que quem investe em ativos digitais tende a ser mais informado sobre riscos e avisos regulatórios. Entre os entrevistados ativos, há maior presença de homens com 18 a 34 anos, originários de minorias étnicas e pertencentes ao grupo ABC1. O reconhecimento de Bitcoin é de 79%, superior à participação atual de investidores, que atingiu 57% em 2025.

Adoção e percepção

O Ether permaneceu estável, com 43% dos investidores mantendo a participação na criptomoeda. Dogecoin aparece em 20% dos portfólios, apesar de ocupar posição menos dominante nas plataformas de ranking. Entre o público, apenas 8% reconhecem Solana, 7% Chainlink e 5% Cardano ou BNB, evidenciando barreiras de conhecimento para novas moedas.

Motivações de compra

Os números indicam que a diversificação de carteira é o objetivo principal para quem ganha acima de £50.000. Entre os que ganham mais de £100.000 por ano, a compra de criptomoedas é associada à poupança para a aposentadoria, mesmo com avisos regulatórios sobre volatilidade.

Perfil e indecisos

Entre quem não pretende investir, a principal razão é a falta de conhecimento sobre como as criptomoedas funcionam. Outros fatores citados são o risco de volatilidade (17%), a percepção de pouca proteção em caso de problemas (12%) e a limitação de recursos disponíveis (11%).

Panorama regulatório e impacto

A autoridade ressalta que a conscientização sobre stablecoins tem crescido, com 53% reconhecendo esse tipo de ativo como forma de pagamento atrelada a moedas fiat. O estudo oferece uma visão neutra sobre a saúde do setor, destacando avanços e limitações na adoção entre o público britânico.

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