- Polymarket teria pago criadores, em maioria estudantes universitários, para produzir vídeos falsos de grandes ganhos e usou uma “armada de redes sociais” para viralizá-los.
- A investigação do Wall Street Journal identificou mais de 1.100 vídeos falsos, além de materiais e entrevistas com quem trabalhou com a plataforma.
- 118 vídeos falsos mostraram supostos vencedores, com ganhos somando quase $ 900.000.
- A análise indica que apostas reais nas mesmas situações teriam levado a perdas de mais de $ 166.000; um vídeo simulava ganho de $ 100.000 com a previsão de que o presidente diria a palavra “McDonald’s”.
- A Polymarket afirmou estar conduzindo uma auditoria abrangente de conteúdo promocional para assegurar conformidade com padrões e exigências regulatórias.
Polymarket, plataforma de previsões alimentada por criptomoedas, é alvo de acusações de ter utilizado vídeos falsos para promover ganhos exorbitantes. Reportagem do Wall Street Journal aponta que mais de 1.100 vídeos falsos foram produzidos, com materiais de apoio e entrevistas com criadores envolvidos, para simular lucros de seis dígitos. Os vídeos teriam circulado para aumentar o alcance da plataforma.
Segundo as investigações, os clipes mostravam criadores supostamente ganhando grandes somas em apostas improváveis, alimentando uma estratégia de divulgação por meio de uma “equipa de redes sociais” para viralizar os conteúdos. Os vídeos utilizavam uma versão dummy do site para simular os ganhos sem pagamento real.
Foram analisados 118 vídeos que exibiam vitórias simuladas, totalizando quase US$ 900 mil em ganhos falsos. O WSJ aponta ainda que apostas reais nos mesmos cenários teriam levado a prejuízos superiores a US$ 166 mil. Um exemplo citado mostra um criador supostamente ganhando US$ 100 mil ao prever que o presidente Trump falaria a palavra “McDonald’s” em público naquele mês.
Polymarket, em nota enviada ao Ars Technica, não comentou diretamente as alegações do WSJ, mas informou que está realizando uma auditoria abrangente de todo o material promocional. A empresa ressalta que busca fortalecer a confiança do público e que está avaliando como cumprir normas regulatórias e legais.
Auditoria e próximos passos
A plataforma diz estar conduzindo uma revisão ampla de conteúdos de divulgação ativos. A justificativa é alinhar práticas de engajamento, transparência e conformidade com padrões internos e exigências legais. Não houve detalhamento sobre cronogramas ou medidas específicas de correção.
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