- Cientistas do MIT descobriram e isolar uma nova molécula de oxigênio e boro, chamada dioxaborirana, um peróxido contendo boro.
- A formação ocorre quando uma molécula de boro especialmente fabricada reage com oxigênio, quase instantaneamente à temperatura ambiente.
- A molécula possui um anel strained de três membros, composto por um átomo de boro e dois de oxigênio, demonstrado por cristalografia e modelagem computacional.
- Dependendo da carga, a dioxaborirana atua de duas maneiras: como doadora de oxigênio para construir novas moléculas e como captadora de dióxido de carbono (CO₂).
- O estudo, publicado em Nature Chemistry, contou com colaboração do MIT e financiamento parcial da National Science Foundation.
O MIT revelou a descoberta de um novo tipo de peróxido que envolve boro e oxigênio. O composto, chamado dioxaborirano, foi isolado graças a moléculas de boro especialmente desenhadas. A pesquisa foi publicada em Nature Chemistry no dia 24 de abril.
A equipe conta com Christopher C. Cummins e Robert J. Gilliard Jr. como principais pesquisadores, com contribuições de Noah D. McMillion, Chun-Lin Deng e Junyi Wang. O estudo mostra a formação do anel de três membros, composto por borto e dois átomos de oxigênio, em condições de temperatura ambiente.
O dioxaborirano surge quando uma molécula de boro projetada reage com oxigênio gasoso. O feito é relevante porque, até então, estruturas semelhantes exigiam condições extremas para não se desintegrar. A obtenção sob condições brandas representa avanço significativo.
Segundo os autores, o composto apresenta duas possibilidades de atuação químico: pode doar oxigênios para ajudar a construir novos compostos, funcionando como doador; e pode reagir com dióxido de carbono, oferecendo uma possível via de captura e transformação de gases do efeito estufa.
O pesquisador principal, Chonghe Zhang, destaca que a geração sob condições amenas abre portas para novas frentes de química de oxidação, com aplicações em síntese e ciência dos materiais. A pesquisa teve apoio parcial da National Science Foundation dos EUA.
A colaboração envolve laboratórios do MIT e também a Baylor University, com financiamento da NSF. O estudo utiliza técnicas como cristalografia e modelagem computacional para confirmar a existência do anel altamente strainado.
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