- O Ministério da Educação anunciou o Capes Move África, programa da Capes para estudantes africanos, com investimento total de R$ 47,4 milhões, durante o 1º Fórum de Reitores Brasil-África em Brasília.
- O programa vai oferecer 2,6 mil bolsas de estágio sanduíche para mestrado e doutorado, em duas etapas de seleção, com 1,3 mil vagas no total (800 para mestrado e 500 para doutorado).
- A duração prevista é de dois a seis meses para mestrado e de quatro a dez meses para doutorado, com prioridade para programas de pós-graduação das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
- O acordo foi assinado pelo ministro da Educação e pelo presidente substituto da Capes, visando facilitar a vinda de estudantes africanos ao Brasil para formação em universidades brasileiras.
- O evento contou com a presença de autoridades brasileiras e africanas e integra ações para fortalecer a cooperação acadêmica entre Brasil e África, ampliando redes de pesquisa e mobilidade estudantil.
O MEC anunciou o Capes Move África, programa de pós-graduação para estudantes africanos. A iniciativa, desenvolvida pela Capes, tem investimento total de 47,4 milhões de reais. A divulgação ocorreu durante o 1º Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília, até 27 de maio.
O fórum reuniu 64 reitores africanos de mais de 30 países e 70 reitores brasileiros. Professores, pesquisadores e representantes de instituições de ensino acompanharam a abertura, com a presença do presidente Lula e de ministros de Educação, Relações Exteriores e Igualdade Racial.
O Capes Move África prevê 2,6 mil bolsas para mestrandos e doutorandos africanos estudarem no Brasil, por até 10 meses. A iniciativa também reforça programas de estudantes convênio de graduação e pós-graduação, expandindo a cooperação acadêmica entre os países.
A cerimônia contou com assinatura do termo de compromisso entre o ministro Leonardo Barchini e o presidente substituto da Capes, Antonio de Sousa Filho. O objetivo é facilitar a mobilidade de pós-gradudação do continente para as melhores universidades do Brasil.
Segundo o MEC, o programa oferece 1,3 mil vagas em duas etapas de seleção, distribuídas entre mestrado (800 vagas; 2 a 6 meses) e doutorado (500 vagas; 4 a 10 meses). A prioridade fica com programas de pós-graduação das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Os benefícios aos selecionados incluem bolsa que cobre mensalidade, deslocamento, instalação e seguro-saúde, além de Auxílio ao Pesquisador para custeio de despesas do projeto. Podem participar estudantes de países africanos com matrícula prévia em instituição de origem.
Quem pode se candidatar deve residir em país africano na data da inscrição, ter pelo menos um semestre concluído de mestrado ou doutorado e não estar matriculado no Brasil no nível pretendido. Também não pode haver pendências com a Administração Pública Federal.
Fórum e Cooperação – O evento, promovido pelo MEC, Capes e Andifes com apoio do Instituto Guimarães Rosa, reforça a educação superior como eixo da relação Brasil-África. Painéis, reuniões bilaterais e apresentações culturais integram a programação.
Atualmente, há 235 acordos entre universidades brasileiras e africanas, em 38 países. Do total, 70,4% envolvem países lusófonos como Angola, Moçambique e Cabo Verde, com expectativa de ampliar parcerias para além de núcleos já consolidados.
PEC e internacionalização
O Programa de Estudantes-Convênio (PEC) amplia a cooperação bilateral. O PEC-G oferece vagas gratuitas para graduação, com 27 países africanos participantes. O PEC-PG, voltado a mestrado e doutorado, envolve cooperação entre MEC, Capes e CNPq.
O PEC-PLE, para ensino de Português como Língua Estrangeira, oferece cursos gratuitos para certificar o Celpe-Bras. Desde 2024, quase 1,4 mil estudantes já ingressaram no programa.
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