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Minas artesanais no Brasil seriam fachada para lavagem de ouro, diz investigação

Metade das minas artesanais autorizadas na Bacia do Tapajós opera como fachada para lavagem de ouro ilegal, com impactos em comunidades ribeirinhas

In Daje Kapap village in the Sawré Muybu Indigenous Territory in Pará, a Munduruku woman washes clothes in the Tapajós River. The river has been contaminated with mercury and other toxins from illegal mining operations in the region.
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  • Entre 2022 e 2026, 263 das 540 operações de mineração artesanal licenciadas no leito do rio Tapajós (49%) registraram vendas de ouro incompatíveis com a atividade de mineração declarada.
  • Uma investigação aponta que grande parte da mineração no Tapajós ocorre fora dos locais permitidos, inclusive em áreas protegidas e territórios indígenas.
  • Aproximadamente setenta por cento da atividade se concentrou dentro de um raio de 10 quilômetros dos sites licenciados, sugerindo uso de licenças como disfarce para lavar ouro ilegal.
  • As descobertas coincidem com relatos de contaminação por mercúrio na região, afetando comunidades ribeirinhas e povos indígenas que dependem dos rios.
  • Áreas com licenças de mineração de baixo impacto estariam sendo usadas por operações industriais grandes, com uso de equipamentos pesados e garimpo irregular.

Diante de uma investigação recente, conclui-se que quase a metade das minas artesanais licenciadas na região do Tapajós, no Brasil, pode atuar como fachada para a lavagem de ouro extraído em outras áreas, incluindo reservas protegidas e territórios indígenas.

Entre 2022 e 2026, 263 das 540 operações licenciadas reportaram vendas de ouro incompatíveis com a atividade de mineração real. Os números indicam discrepâncias entre produção e comércio formal.

Imagens de satélite analisadas pelo InfoAmazonia revelam que grande parte da atividade ocorre fora dos sítios permitidos, dentro de áreas protegidas e terras indígenas. Cerca de 70% das operações ficam a menos de 10 quilômetros dos locais autorizados.

Impactos ambientais e sociais

A investigação associa as irregularidades à contaminação por mercúrio na região, prejudicando comunidades ribeirinhas e povos indígenas que dependem do rio para alimentação, água e transporte. O mercúrio é comum tanto em operações legais quanto ilegais, apesar de restrições.

Uso indevido de licenças

Relatórios indicam que licenças de mineração de baixo impacto foram utilizadas por operações de grande escala, com maquinário pesado, dragas e práticas de mercury não conformes. As licenças, criadas para facilitar o pequeno minerador, estariam sendo exploradas por grandes empresas.

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